Brasil Urgente

Líder de facção que coordenava ataques, "Barba" é preso em operação no ES

Ação da Polícia Civil resulta em dois mortos e seis presos, incluindo "Barba", apontado como liderança do Primeiro Comando de Vitória (PCV).

SANDRA REDIVO

31/01/2026 • 18:35 • Atualizado em 31/01/2026 • 18:35

Uma operação da Polícia Civil na região de Serra Dourada, na Grande Vitória, terminou com a prisão de uma das principais lideranças criminosas do Espírito Santo. O balanço da ação aponta dois suspeitos mortos, seis presos — dos quais três ficaram feridos — e a apreensão de armamento e entorpecentes.

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O principal alvo da ofensiva era Luiz Fernando de Jesus Santos Brum, de 36 anos, conhecido pelo apelido de "Barba". De acordo com as investigações, ele é apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando de Vitória (PCV) e responsável pela coordenação de diversos ataques realizados pela facção em território capixaba. O delegado Rodrigo Sandi Mori detalha que o suspeito rompeu anteriormente com outra organização criminosa para integrar o grupo atual.

Monitoramento por drone e confronto

A localização do suspeito foi possível graças ao uso de tecnologia de monitoramento. Um drone da polícia flagrou o momento em que "Barba" entrava em um imóvel utilizado pela facção como base. No local, o líder criminoso era escoltado por cerca de 15 homens armados, que faziam sua segurança pessoal.

Ao perceberem a aproximação das equipes, os suspeitos iniciaram um confronto armado contra os policiais. No embate, dois homens morreram e três, incluindo o líder Luiz Fernando, foram atingidos e encaminhados para atendimento sob custódia.

Combate às facções e apreensões

A operação foi conduzida pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória e faz parte de uma estratégia contínua de combate a grupos responsáveis por mortes violentas e disputas por pontos de tráfico de drogas.

Durante a incursão na Serra Dourada, as autoridades apreenderam:

  • Quatro armas de fogo;
  • Diversas porções de entorpecentes;
  • Equipamentos de radiocomunicação.

Rodrigo Sandi Mori afirma que todos os detidos já estavam sob monitoramento do serviço de inteligência e possuem histórico de alta periculosidade. Apesar do sucesso nas prisões, o Brasil Urgente apurou que as investigações prosseguem para identificar outros membros da rede de apoio da facção.

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