
Polícia faz operação contra traficante internacional
Reprodução/Band
Uma força-tarefa composta pela Polícia Federal e pela Polícia Militar deflagra a Operação Expurgo para desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A ação, que conta com o apoio do Comando de Policiamento Nove (CPI-9), com sede em Piracicaba, resulta na prisão de um dos líderes do grupo em Santa Bárbara d'Oeste, no interior paulista. Durante o cumprimento dos mandados, um segundo investigado morre após trocar tiros com policiais em Limeira.
No imóvel em Santa Bárbara d'Oeste, os agentes localizam um fundo falso onde estavam escondidos um fuzil, duas pistolas e um revólver. Além do armamento, a polícia apreende três aparelhos celulares e R$ 75 mil em espécie, que estavam embalados a vácuo. Ao todo, a operação mobiliza equipes para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em 12 endereços diferentes da região.
Em Limeira, o cenário é de confronto. De acordo com as autoridades, um homem acusado de integrar o esquema criminoso tenta fugir para uma área de mata ao notar a chegada das viaturas. Durante a tentativa de escape, ele efetua disparos contra os policiais militares, que reagem. O suspeito é baleado e morre no local. Outros dois investigados não são localizados durante a operação e permanecem foragidos.
Liderança e recrutamento de estrangeiros
O coronel da Polícia Militar, Cleotheos Sabino, detalha o perfil do homem morto no confronto. Segundo o oficial, o indivíduo possuía mais de cinco passagens pela polícia por roubo com uso de arma de fogo e era considerado de alta periculosidade. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva por liderar o tráfico internacional de drogas. A investigação aponta que ele era o responsável por cooptar estrangeiros para realizar o transporte dos entorpecentes para fora do país.
"É o que nos leva a crer que esse indivíduo não se deixaria ser preso e optou pelo confronto", afirma Sabino sobre a neutralização do suspeito.
Histórico da investigação
A investigação sobre a quadrilha começou há um ano, motivada por uma apreensão de 17 quilos de cocaína ocorrida em janeiro de 2025. Naquela ocasião, 15 cidadãos bolivianos foram presos em flagrante, incluindo uma mulher grávida e um adolescente. Os detidos confessaram que receberiam R$ 2 mil para transportar cápsulas de cocaína no estômago, vindas de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
Segundo a Polícia Federal, após a entrada no Brasil, a droga era distribuída em diversos pontos de venda na região de Piracicaba e Limeira. O material apreendido hoje deve auxiliar na identificação de outros membros da cadeia logística do grupo.
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