A megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 pessoas, sendo 117 criminosos, representa um enfraquecimento significativo do Comando Vermelho, segundo o procurador do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Márcio Sérgio Christino.
Em entrevista ao Brasil Urgente, Christino avaliou que a ação marcou um quebra de paradigma no combate às facções:
“Houve um confronto direto. O Comando Vermelho dominava a área como se fosse um castelo, e agora essa força foi dispersa. É evidente que há uma derrota da facção. O território que eles sustentavam não está mais sob controle”, afirmou o procurador.
Para ele, apesar das críticas sobre o número de mortos, a operação não representa uma vitória do crime, mas sim uma demonstração de que o Estado reassume o controle das regiões que eram dominadas pelo tráfico.
“O poder do traficante é sedutor. Mas quando você vê o poder no chão, essas imagens mostram que não é tão fácil assim se manter impune. O Estado do Rio de Janeiro mostrou que vai enfrentar as facções, sem deixar espaço para ninguém”, disse Christino.
O procurador também alertou que o enfraquecimento do Comando Vermelho não significa que o problema esteja resolvido. Segundo ele, outras facções ou milícias podem tentar ocupar o território, e é necessário atenção contínua do Estado.
Traficante não é como grama que cresce sozinha. A estrutura do crime é complexa, mas esse é o momento de mostrar força e resgatar o controle
Para Christino, a megaoperação reafirma a presença do Estado em pontos crônicos da violência no Rio, enviando uma mensagem clara sobre a determinação das autoridades em combater o crime organizado, mesmo diante da complexidade e do risco da ação.
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