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Meninos encontrados em carro morreram por asfixia e desidratação, diz laudo

Henry, de 4 anos, e Pedro, de 6, foram encontrados em veículo abandonado; perícia investiga se crianças ficaram presas acidentalmente

MARIA PAULA LIMAH

24/03/2026 • 17:55 • Atualizado em 24/03/2026 • 17:55

Meninos encontrados em carro morreram por asfixia e desidratação, diz laudo

Meninos encontrados em carro morreram por asfixia e desidratação, diz laudo

Band TV

Os corpos dos primos Henry, de 4 anos, e Pedro, de 6, foram sepultados nesta terça-feira (24) no Cemitério Morada da Grande Planície, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta que as crianças morreram por falta de ar e desidratação dentro do veículo abandonado onde foram localizadas. A principal linha de investigação da Polícia Civil trabalha com a hipótese de morte acidental, embora familiares dos meninos levantem a suspeita de crime.

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As vítimas desapareceram na tarde anterior, após saírem para brincar na frente de casa. Segundo informações, os meninos foram vistos caminhando pelo bairro pela última vez durante o período vespertino.

Os corpos só foram encontrados cerca de dez horas depois, durante a madrugada, por um adolescente que entrou no automóvel e visualizou uma das crianças no assoalho. Após o alerta, moradores da região localizaram o segundo menino.

Circunstâncias e perícia no veículo

O veículo onde Henry e Pedro foram encontrados estava com os vidros totalmente levantados e estacionado sob sol forte, com temperaturas externas que superaram os 30°C. Para a retirada dos corpos, as autoridades precisaram quebrar um dos vidros do automóvel. A perícia técnica agora se concentra em entender como os meninos entraram no carro e por qual motivo não conseguiram sair.

Relatos de moradores locais indicam que o carro, por ser antigo e estar em estado de deterioração, possuía três portas permanentemente travadas. Apenas a porta dianteira do passageiro costumava ficar aberta. A polícia considera a possibilidade de falha mecânica ou de a porta ter emperrado após a entrada das crianças, transformando o interior do veículo em um ambiente confinado e sem ventilação.

O laudo preliminar não identificou sinais de violência grave nos corpos, o que reforça a tese de asfixia decorrente do confinamento e do calor intenso. Especialistas apontam que, em veículos fechados expostos ao sol, a temperatura interna sobe rapidamente, aumentando a vulnerabilidade de crianças a quadros de desidratação severa e falta de oxigênio em poucos minutos.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais finais para determinar se houve algum fator externo que impediu a saída das vítimas ou se o travamento das portas ocorreu por defeito do próprio automóvel. Até o momento, as autoridades não se pronunciaram oficialmente sobre as suspeitas de crime levantadas pela família durante o velório.

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