Moradores da favela do Moinho, no centro de São Paulo, entraram em confronto com agentes da Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (14). Eles chegaram a fechar uma das principais vias da região, a Avenida Rio Branco.
Imagens do Brasil Urgente mostram o momento em que a tropa de Choque chega ao local. Também é possível ver os agentes utilizando bombas de efeito moral, gás de pimenta e munição não letal. Pedras foram jogadas contra os policiais.
Um repórter cinematográfico do SBT ficou ferido após ser atingido por uma pedra durante o confronto.
A manifestação dos moradores também afeta o transporte público na capital paulista. O helicóptero da Band registrou fogo nos trilhos das estações de trem que passam pela região central de São Paulo.
Em nota, a ViaMobilidade, responsável pela Linha 8-Diamante, informou que a circulação de trens entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda chegou a ficar interrompida temporariamente, mas já foi restabelecida.
Esse é o terceiro dia seguido de confrontos entre agentes da polícia e moradores da favela do Moinho.
Em atualização
Favela do Moinho
Os moradores da favela protestam contra a remoção das famílias residentes no local, que está sendo feita pelo governo de São Paulo. O governo pretende transformar a área em um parque e na Estação Bom Retiro, da CPTM, conforme anunciado desde setembro do ano passado.
Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a região da Favela do Moinho será “requalificada” e, no local, será implantado o Parque do Moinho. Para isso, será necessária a remoção das cerca de 800 famílias que vivem na comunidade, “que serão acolhidas em lares dignos”, diz a companhia. O terreno da Favela do Moinho pertence à União.
A comunidade está localizada entre linhas de trens, em uma área murada, com apenas uma entrada e baixa possibilidade de escoamento. Fica sob o viaduto que interliga as avenidas Rudge e Rio Branco, perto da Estação Júlio Prestes.
Na última década, foram registrados dois incêndios de grandes proporções que deixaram mortos e centenas de desabrigados. Tais características inviabilizaram ao longo dos anos as diversas promessas de regularização da área feitas por gestores públicos.
Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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