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Moradores fazem manifestação no Palácio Guanabara, sede do governo do RJ

Mais cedo, o governador do Rio, Cláudio Castro que a Operação Contenção foi um sucesso e que as únicas vítimas dos confrontos foram os policiais mortos

Da redação
DA REDAÇÃO

29/10/2025 • 17:29 • Atualizado em 29/10/2025 • 17:29

Manifestantes e moradores do Rio de Janeiro chegaram ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, para protesto contra as mortes na megaoperação.

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O governador Cláudio Castro vai se reunir na tarde desta quarta-feira (29) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que leva uma proposta do Governo Federal para ajudar o Rio.

Mais cedo, o governador do Rio, Cláudio Castro que a Operação Contenção foi um sucesso e que as únicas vítimas dos confrontos foram os policiais mortos.

"Temos muita tranquilidade de defender o que foi feito ontem. Queria me solidarizar com as famílias dos quatro guerreiros que deram a vida para libertar a população. Eles foram as verdadeiras quatro vítimas. De vítima ontem, só tivemos os policiais", disse Castro em entrevista no Palácio Guanabara, sede do Executivo estadual.

O número de mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, já ultrapassa o total de vítimas do massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo.

Corpos retirados da mata

Na madrugada e na manhã desta quarta-feira, a própria comunidade e familiares reuniram corpos retirados da mata em uma praça no Complexo da Penha.

Perguntado por que esses corpos não foram retirados pela própria polícia ou por que não foi prestado socorro a essas pessoas, o secretário de Segurança Pública afirmou que as polícias não sabiam desses corpos.

“Todos aqueles que foram retirados na madrugada ou manhã eram criminosos que sequer a polícia tinha conhecimento deles”, disse. “Muitos são baleados e entram na mata procurando ajuda”.

Sobre a possibilidade de aumento no número de mortos, Victor dos Santos disse que ainda é possível que haja mais vítimas. “Não foi consolidado ainda, pode ser que tenha aumento”, disse.