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Morte de corretora: Síndico participa de reconstituição do crime em Goiás

Cleber Rosa de Oliveira levou a polícia ao local onde o corpo de Daiane Souza estava enterrado; investigação aponta que crime ocorreu em apenas oito minutos

STÉFANY FONSECA

30/01/2026 • 18:15 • Atualizado em 30/01/2026 • 18:15

Morte de corretora: Síndico participa de reconstituição do crime em Goiás

Morte de corretora: Síndico participa de reconstituição do crime em Goiás

Reprodução/Brasil Urgente

Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, deixou a Delegacia de Capturas na tarde desta sexta-feira para participar da reconstituição do assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos. O síndico, que confessou o homicídio, foi escoltado até Caldas Novas, em Goiás, onde a Polícia Civil pretende refazer a cronologia do crime para esclarecer detalhes pendentes, como o paradeiro do telefone celular da vítima.

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A prisão temporária de Cleber foi mantida pela Justiça por 30 dias após audiência de custódia realizada na última quinta-feira. Em depoimento de aproximadamente quatro horas à Delegacia de Homicídios, o investigado afirmou estar arrependido. O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também segue preso em Goiânia em conexão com o caso.

Dinâmica do crime e premeditação

A investigação aponta que a morte de Daiane pode ter ocorrido em um intervalo de apenas oito minutos. Imagens das câmeras de segurança mostram que a corretora desapareceu às 19h do dia 17 de dezembro; às 19h08, o sistema já registrava a circulação de outras pessoas sem qualquer sinal da vítima.

De acordo com a Polícia Civil, o síndico teria agido de forma premeditada:

  • Corte de energia: Cleber desligou o fornecimento elétrico do apartamento de Daiane para atraí-la ao subsolo.
  • Emboscada: A corretora foi surpreendida no subsolo enquanto filmava os relógios de energia para verificar o problema.
  • Fuga planejada: O suspeito teria utilizado as escadas do edifício para evitar ser flagrado pelo circuito interno de TV.

Perícia e liberação do corpo

A Polícia Científica concluiu um laudo técnico para determinar se as imagens das câmeras de segurança foram apagadas ou se o sistema foi desligado propositalmente durante o crime, embora o resultado ainda não tenha sido tornado público.

Cleber foi preso na última quarta-feira em seu apartamento e, durante o interrogatório, indicou aos agentes o local exato onde havia enterrado o corpo da corretora. O corpo de Daiane Alves Souza aguarda liberação para que a família realize o velório em Uberlândia, Minas Gerais.

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