Brasil Urgente

MP denuncia grupo que ameaçava e espancava comerciantes no Brás, centro de SP

Só uma das integrantes do grupo, movimentou entre outubro de 2023 e abril de 2024 mais de R$ 1,6 milhão

LUCAS MARTINS

24/02/2025 • 19:00 • Atualizado em 24/02/2025 • 19:00

MP denuncia grupo que ameaçava e espancava comerciantes no Brás, no centro de SP

MP denuncia grupo que ameaçava e espancava comerciantes no Brás, no centro de SP

Reprodução/Brasil Urgente

Brás, região do comércio popular no centro de São Paulo, abriga uma milícia armada que funciona para extorquir ambulantes que ocupam as ruas do bairro.

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Fotos que ilustram a denúncia do Ministério Público foram retiradas de vídeos registrados com câmeras escondidas ao longo da investigação e mostram integrantes de uma suposta cooperativa solidária, usada para dar um ar de legalidade às cobranças ilegais.

15 pessoas foram denunciadas pelo Gaeco, o Grupo do Ministério Público que combate o crime organizado, entre eles três policiais militares da ativa, três reformados e uma escrivã da polícia civil de São Paulo.

Eles aparecem nas imagens cobrando ambulantes no Brás, sempre com arma na cintura e preparados para agir em caso de resistência. Eles dominaram e tomaram para si o comércio de rua do Brás extorquindo especialmente imigrantes de países da América do Sul, mas também brasileiros e asiáticos.

Só uma das integrantes do grupo, movimentou entre outubro de 2023 e abril de 2024 mais de R$ 1,6 milhão.

De acordo com o MP, o grupo começou cobrando R$ 50 por mês e R$ 3 mil anuais, mas no momento da ação do ministério público o valor já tinha alcançado até R$ 400 mensais e R$ 5 mil a cada ano para conseguir trabalhar nas ruas do Brás.

De acordo com os promotores do Gaeco, o esquema é muito parecido com o desmantelado na operação Hades em 2022. O grupo atuava na feira da madrugada. A investigação teve acesso a vídeos do uso de violência e tortura contra quem não pagava o dinheiro exigido nas extorsões.

Mesmo após a ação policial que colocou na cadeia integrantes da milícia da feira da madrugada, novos grupos mantiveram atuação e crimes na região que movimenta centenas de milhões de reais a cada ano. O grupo atuava também com agiotagem e furto de energia elétrica. Os advogados dos acusados ainda não apresentaram a defesa à justiça.

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