O Ministério Público de São Paulo ofereceu a primeira denúncia contra um dos presos na operação feita pela Polícia Federal, em dezembro do ano passado. Trata-se de um investigador da Polícia Civil.
A partir da análise do material apreendido em endereços ligados aos oito presos pela operação ficou comprovado, segundo o MP, a participação do investigador da 5ª Delegacia Seccional, na Zona Leste de São Paulo.
Ainda de acordo com a investigação, o suspeito exigiu e recebeu, diversas vezes, vantagem indevida para deixar de praticar ou retardar atos de ofício, ou seja, corrupção. Ele é acusado de extorquir Vinícius Gritzbach, delator de policiais civis e membros do PCC. O empresário foi assassinado com 10 tiros de fuzil em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Uma mala cheia de dinheiro foi encontrada na casa do investigador. No apartamento dele, havia R$ 600 mil, segundo o relatório da PF. Para a investigação, não há dúvidas da participação do agente num esquema de recebimentos do crime organizado.
À polícia, disse que o dinheiro era de terceiro e que apenas guardava a quantia. Nas buscas, as autoridades encontraram uma planilha impressa que continha “várias páginas com nomes, apelidos, endereços e valores, possivelmente relativos ao recebimento de vantagens indevidas de estabelecimentos/empresários da região onde ele atua como servidor público – policial”.
A PF considera suspeitas algumas atitudes do investigador, dias antes de Gritzbach ser morto. A investigação teve acesso ao celular do suspeito, que revela fotos de malas com dinheiro em real e em dólar.
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