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MPF pede extradição de traficante filho de deputado paraguaio

Alexandre Rodrigues Gomes é apontado como megatraficante internacional e integrante da organização de Jarvis Pavão; MPF pede extradição para o território brasileiro.

LUCAS MARTINS

18/02/2026 • 19:07 • Atualizado em 18/02/2026 • 19:07

MPF pede extradição de traficante filho de deputado paraguaio

MPF pede extradição de traficante filho de deputado paraguaio

Band TV

O Ministério Público Federal (MPF) indiciou Alexandre Rodrigues Gomes, filho do falecido deputado paraguaio Lalo Gomes, por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. Alexandre é apontado pelas autoridades como um dos maiores traficantes da América do Sul e integrante do grupo comandado pelo brasileiro Jarvis Jimenez Pavão, que cumpre pena no sistema penitenciário federal brasileiro.

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O indiciamento representa um avanço jurídico fundamental para que a Justiça do Paraguai autorize a extradição de Alexandre para o Brasil. Atualmente, ele permanece detido em Assunção, capital paraguaia, após ter sido alvo da Operação Pavo Real.

Durante a ação policial, houve troca de tiros e o pai de Alexandre, o deputado Lalo Gomes, foi morto. Lalo era um dos parlamentares mais votados do país vizinho e possuía uma fortuna estimada em quase R$ 1 bilhão, sob suspeita de ligação com o crime organizado.

Rota internacional e logística da cocaína

As investigações da polícia paraguaia indicam que o deputado e seu filho coordenavam uma rota estratégica para o escoamento de entorpecentes. O esquema consistia na compra de cocaína de produtores na Bolívia e no Peru, utilizando o Paraguai como corredor para que a droga chegasse ao território brasileiro.

Diferente de outras organizações, o foco deste grupo não era o abastecimento do mercado interno brasileiro. A logística era estruturada para que a mercadoria seguisse diretamente para a Europa, atendendo à máfia dos Bálcãs. O escoamento ocorria por meio de portos brasileiros, com destaque para as operações realizadas a partir do Rio Grande do Norte.

Disputa pelo controle da fronteira

A análise do cenário criminoso revela que a família Gomes tentava ocupar o vácuo de poder deixado por Jorge Rafat, conhecido como o "Rei da Fronteira", executado em 2016. Desde a morte de Rafat, o Primeiro Comando da Capital (PCC) passou a dominar a logística de drogas entre Brasil e Paraguai.

Embora o grupo de Lalo Gomes tentasse estabelecer um espaço próprio de influência, as investigações apontam que a organização mantinha relações comerciais e fazia negócios com a facção brasileira para viabilizar o transporte transfronteiriço.

O pedido de extradição feito pelo MPF visa garantir que Alexandre Rodrigues Gomes responda pelos crimes de logística e tráfico que impactaram diretamente a segurança nacional brasileira.