Paula Suellen da Silva, de 34 anos, foi encontrada sem vida na casa onde morava com a família, nos fundos desse terreno, em Diadema, região metropolitana de São Paulo. Pelo corpo, segundo a polícia, havia lesões graves que indicam violência.
O rosto estava bastante machucado, uma das mãos, quebrada, além de ferimentos no tórax, braços, orelha e barriga. O laudo preliminar aponta traumatismo craniano causado por agente contundente, como causa da morte, ou seja, uma forte pancada na cabeça.
Quando a polícia chegou ao local, apenas o companheiro da vítima e uma parente dele, estavam na residência.
O marido da vítima disse em depoimento que ele e a esposa consumiram drogas e bebidas alcoólicas durante a noite e madrugada no quintal da casa e que depois adormeceram. Na manhã seguinte, ao acordar, o homem conta que encontrou a mulher sem vida. Foi então até a vizinha, prima dele, que o ajudou a chamar a polícia. Ele alega que não tem envolvimento na morte de Paula
Ao ser ouvida na delegacia, a prima do homem afirmou que esteve com o casal durante toda a noite. De acordo com o relato da moça no boletim de ocorrência, os dois foram dormir por volta das seis horas da manhã e Paula não estava machucada.
Apenas teria batido a cabeça, horas antes, ao escorregar no chão do banheiro, mas que mesmo assim, estava bem, porque continuou a beber por mais um tempo. A testemunha confirma que Paula e o marido usaram cocaína por várias horas seguidas.
No entanto, a polícia não acreditou na versão apresentada por Diego Araújo da Silva, de 32 anos, preso em flagrante por feminicídio. A decisão do delegado foi baseada nas condições em que o corpo da vítima foi encontrado, como também no histórico violento do homem, que já tinha sido denunciado pela esposa por agressão e foi inclusive preso pelo mesmo motivo em 2023.
Familiares e amigos de Paula e Diego, preferiram não gravar entrevista, mas revelaram que o relacionamento de seis anos sempre foi conturbado e que apesar de sofrer agressões constantes, a dona de casa acreditava nas promessas de mudança do marido.
Na residência, a vítima vivia com o companheiro e dois filhos do casal. Outras quatro crianças de Paula moravam com a avó materna. A idosa passou mal ao saber da morte da filha e precisou ser internada. Após passar por audiência de custódia, Diego teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
Segundo dados da secretaria de segurança pública, nos dois primeiros meses desse ano, foram registrados 42 casos de feminicídio no estado de São Paulo, o que corresponde a quase uma mulher morta por dia.
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