
Mulher é indiciada por matar amiga afogada em piscina no interior de SP
Band TV
A Polícia Civil indiciou Grasielli de Barros Silva pela morte de sua melhor amiga, Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos. O crime ocorreu em uma residência alugada na cidade de Lins, no interior paulista, onde as duas pretendiam passar o dia na piscina. Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como morte suspeita, as investigações e o laudo pericial apontaram para um homicídio por afogamento.
As câmeras de monitoramento do local registraram a movimentação na sexta-feira em que o fato aconteceu. Beatriz chega à casa acompanhada de um amigo; pouco depois, Grasielli também entra na residência. Após o amigo deixar o imóvel, a suspeita é vista colocando o carro na garagem, momento que a investigação aponta como o início da execução. Cerca de uma hora depois, Grasielli sai do local de forma apressada, chegando a colidir o veículo contra o portão e quebrar o retrovisor.
Perícia descarta acidente e aponta asfixia
O corpo de Beatriz foi encontrado por equipes da Guarda Civil e do Corpo de Bombeiros sobre uma tampa metálica ao lado da piscina. A hipótese inicial de acidente ou eletrocussão foi descartada após o exame necroscópico. Segundo a defesa da família da vítima, o laudo confirmou a presença de água nos pulmões, estômago e intestino, o que caracteriza que Beatriz estava viva quando foi submetida ao afogamento.
Diante dos elementos colhidos, a Polícia Civil identificou Grasielli como a autora do crime. A motivação, segundo relatos colhidos durante a apuração, estaria ligada a sentimentos de inveja e conflitos anteriores. As duas trabalhavam juntas em um supermercado e mantinham uma amizade próxima, embora familiares de Beatriz relatassem comportamentos estranhos da suspeita.
Comportamento da suspeita e desdobramentos judiciais
A mãe de Beatriz afirma ter desconfiado de Grasielli desde o primeiro encontro na delegacia. Segundo o relato, a indiciada demonstrava frieza e chegou a dizer que a vítima "morreu feliz" por estar passeando. Em redes sociais, a acusada chegou a postar mensagens de luto, afirmando estar arrasada e chamando Beatriz de irmã.
No entanto, testemunhas relataram que, durante o velório, Grasielli apresentava um comportamento inadequado, chegando a rir e cochichar, o que reforçou as suspeitas da família. O histórico da amizade também revela um período de afastamento anterior, motivado por alertas sobre a índole de Grasielli.
Com o avanço do inquérito e a gravidade das provas, a Justiça converteu a prisão temporária de Grasielli de Barros Silva em prisão preventiva. Ela deve permanecer custodiada até o julgamento pelo Tribunal do Júri. A família da vítima agora aguarda a conclusão do processo judicial em busca de condenação.
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