
Mulher é procurada por golpe do 'Boa Noite, Cinderela' no Rio de Janeiro
Reprodução/Brasil Urgente
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público buscam o paradeiro de Elisângela Pereira da Rocha Andrade, de 50 anos, suspeita de aplicar o golpe conhecido como "Boa Noite, Cinderela" contra um idoso de 62 anos.
Com uma extensa ficha criminal que soma 29 anotações , a mulher é considerada foragida da Justiça desde janeiro do ano passado, quando não retornou ao sistema prisional após uma saída temporária.
O crime mais recente, que motivou uma nova denúncia e pedido de prisão preventiva nesta semana, ocorreu em novembro de 2023. Segundo as investigações apresentadas no Brasil Urgente, a suspeita utilizou um aplicativo de relacionamentos para atrair a vítima. Sob o nome falso de "Amanda", ela manteve contato com o homem por duas semanas antes de agendar um encontro presencial.
O modus operandi e o prejuízo
Imagens de câmeras de segurança registram o momento em que Elisângela e a vítima entram em uma farmácia em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, antes de seguirem para a residência do idoso. Em depoimento à polícia, a vítima relata que, durante o encontro, consumiu apenas um refrigerante e um aperitivo de frango.
O homem recorda que, em determinado momento, a suspeita tentou fotografá-lo e solicitou suas senhas bancárias. Logo em seguida, ele perdeu a consciência. Ao acordar, percebeu que Elisângela havia levado seu aparelho celular, carteira, documentos e cartões, além de R$ 800 em espécie. A investigação apurou que a mulher também realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 4.566.
Histórico criminal e reincidência
De acordo com levantamento das autoridades, pelo menos sete pessoas foram vítimas diretas de Elisângela nos últimos meses. Suas 29 passagens pela polícia incluem registros por estelionato, roubo, lesão corporal, ameaça, maus-tratos e o próprio golpe de dopagem de vítimas.
A suspeita possui um histórico de descumprimento de medidas judiciais. Presa em 2017, ela obteve a progressão para o regime semiaberto. No entanto, ao receber o benefício da saída temporária no início de 2024, Elisângela não retornou à unidade prisional, passando a figurar como procurada.
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