Brasil Urgente

Mulher mata companheiro de 87 anos com bloco de concreto após discussão

Crime ocorreu no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo; Dinorá da Solidade Oliveira Souza, de 61 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça

MARK FIGUEREDO

14/05/2026 • 19:18 • Atualizado em 14/05/2026 • 19:18

Mulher mata companheiro de 87 anos com bloco de concreto após discussão

Mulher mata companheiro de 87 anos com bloco de concreto após discussão

Band TV

Um idoso de 87 anos, identificado como Joaquim Lino de Araujo, morreu após ser agredido com golpes de um pedaço de concreto no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo. A autora do crime foi sua companheira, Dinorá da Solidade Oliveira Souza, de 61 anos, que confessou a agressão em depoimento à polícia. O caso foi detalhado no Brasil Urgente e ocorreu por volta das 20h, em uma via movimentada do bairro.

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Imagens de uma câmera de segurança registraram o início da discussão entre o casal, que estava junto há cerca de dez anos. O registro mostrou o momento em que a vítima abriu a porta do passageiro de um veículo e a mulher desceu. Após uma breve troca de palavras, a suspeita empurrou o idoso, que caiu no chão. Inicialmente, ela utilizou uma bolsa para golpeá-lo, mas, na sequência, apanhou um pedaço de concreto e atingiu a cabeça da vítima por três vezes. Joaquim Lino de Araujo foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Motivação e confissão

De acordo com o relato da própria suspeita às autoridades, a briga foi motivada por uma crise de ciúmes por parte do idoso durante o trajeto para casa. Dinorá alegou que, antes de descer do veículo, sofreu um aperto no braço, o que teria desencadeado sua reação. No entanto, ela mesma afirmou em depoimento que o companheiro não possuía um histórico de comportamento agressivo.

A mulher foi presa em flagrante logo após o crime. Durante a audiência de custódia, o Poder Judiciário analisou as circunstâncias do ocorrido e converteu a prisão em flagrante em preventiva. Com isso, Dinorá permaneceu custodiada e à disposição da Justiça enquanto o processo segue em instrução.

Dinorá da Solidade Oliveira Souza, que não possuía histórico criminal anterior ao episódio, passou a responder por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. A tipificação levou em conta a natureza das agressões e o instrumento utilizado para atingir a vítima enquanto ela já estava caída e indefesa no solo.