Brasil Urgente

Mulher é encontrada morta em estacionamento de Itaquera, na Zona Leste de SP

Corpo dela foi localizado por uma pessoa que passava na região e que avisou a família e a polícia

JULIA SARMENTO

18/04/2025 • 16:50 • Atualizado em 18/04/2025 • 16:50

Depois de cinco dias desaparecida, a estudante Bruna Oliveira da Silva, de 28 anos, foi encontrada sem vida nos fundos de um estacionamento em Itaquera, na zona leste de São Paulo. A mulher estava sem roupas e tinha marcas de agressão. O corpo dela foi localizado por uma pessoa que passava na região e que avisou a família e a polícia.

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“Ontem, eu voltando do DHPP, uma pessoa me liga e fala: ‘eu sou da região de itaquera, e encontraram o corpo da sua filha, provavelmente seja sua filha’. Aí eu cheguei lá, veio um rapaz da região e falou ‘os policiais estão lá, e pela foto é sua filha, pelas tatuagens’”, disse Simone da Silva, mãe da jovem.

Bruna tinha passado o dia na casa do namorado, no bairro do Butantã, zona oeste da capital paulista. À noite, ela retornou para a residência para ficar com a criança, que tinha passado o fim de semana com o pai, ex-marido de Bruna. De acordo com familiares, ela chegou na estação por volta de 22h20, com pouca bateria no celular.

Antes do telefone desligar, ela chegou a falar com a mãe e com o namorado, a quem pediu um pix para que pudesse pegar um carro por aplicativo para casa.

“Ela falou assim: ‘eu tô atrasada, o meu pai tem que trabalhar. Me faz um pix por gentileza’. Aí ele fez. Ele falou assim: ‘já pegou o Uber?’ e ela disse: ‘eu tô indo’. Foi a última coisa que ela falou. Ela não chamou. Eu pedia muito para ela não ir a pé, que é muito perigoso”.

Ela ainda chegou a carregar o celular em uma banca, que também fica dentro da estação. A suspeita é que ela tenha resolvido ir caminhando para casa, trajeto de aproximadamente 10 minutos.

“Aí deu 22h, eu liguei para minha ex-mulher e perguntei: ‘cadê a Bruna para ficar com o uri? Eu preciso ir trabalhar... por que ela não liga para mim buscar ela’? Mas parece que o celular estava descarregado... aí deu 23h, não fui trabalhar. Aí fui dormir. No outro dia, segunda-feira, eu liguei para minha ex-mulher e falei: a Bruna não apareceu...’, disse o pai da vítima.

Já na segunda-feira de manhã, os pais de Bruna registraram o desaparecimento da filha e começaram a fazer buscas por conta própria. Os amigos fizeram vídeos nas redes sociais pedindo ajuda para encontrar a mulher.

A principal suspeita é de que Bruna tenha sido arrebatada no caminho entre a estação do metrô e a casa dela. O celular não foi encontrado.

A polícia está à procura de imagens de câmeras de segurança na região para ajudar na investigação.

Bruna Oliveira era formada em turismo pela USP e tinha acabado de passar no mestrado, na mesma instituição, para estudar mudança social e participação política.

“Eu não acredito que mataram a minha filha. Uma violência muito grande. A minha filha estava sem roupa. Levaram o celular da minha filha. Mataram provavelmente por causa de um celular. Eu perdi a minha princesa. Eu não tenho mais força para nada, levaram o melhor de mim, eu quero justiça”, lamentou a mãe.

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