Brasil Urgente

"Não são meninos, são terroristas", diz 'Capitão Nascimento' sobre megaoperação no RJ

Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE, afirma que a sociedade e a imprensa precisam mudar a percepção sobre a violência urbana, classificando o cenário como uma "guerra irregular" contra "insurgentes"

Da redação
DA REDAÇÃO

31/10/2025 • 17:42 • Atualizado em 31/10/2025 • 17:42

Em uma análise sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, o ex-capitão do BOPE e inspiração para o personagem Capitão Nascimento, Rodrigo Pimentel, criticou duramente o que considera uma romantização dos criminosos envolvidos nos confrontos. Durante sua participação ao vivo no programa Brasil Urgente, Pimentel foi enfático ao rejeitar termos que, segundo ele, amenizam a gravidade da situação.

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"Alguns jornalistas chamam os bandidos de 'meninos'. Não são meninos, são terroristas", declarou Pimentel, estabelecendo o tom de sua análise. Para ele, a forma como os confrontos são narrados precisa refletir a realidade de uma "guerra irregular".

Ele também se opôs à classificação dos criminosos como "civis". "Não são civis, são insurgentes", corrigiu, argumentando que o termo técnico para o que acontece no Rio é "conflito armado não internacional", uma designação utilizada pela própria Organização das Nações Unidas (ONU).

A análise foi feita enquanto o programa exibia imagens de um intenso tiroteio em uma área de mata, que Pimentel comparou a "uma cena de guerra do Vietnã". Ele destacou o extremo perigo enfrentado pelos agentes de segurança, mencionando que os criminosos utilizam armamento de alta letalidade, como fuzis calibre .50, e que muitos agem sob efeito de drogas.

"O policial atira para sobreviver", afirmou, reforçando que a ação policial é uma reação a um ataque de forças organizadas e fortemente armadas.

Ao final, Rodrigo Pimentel fez um apelo por uma mudança de mentalidade no país. "Essa percepção do Brasil deve mudar, e nós temos responsabilidade nisso", concluiu, defendendo que a sociedade encare a violência urbana com a seriedade que a situação exige, sem eufemismos para descrever aqueles que empunham armas de guerra contra o Estado e a população.