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Operação da polícia prende namorada de chefe de facção baiana no RJ

Jéssica Pereira Souza é acusada de movimentar recursos financeiros do grupo criminoso; seu namorado, conhecido como "Surfista", está foragido desde 2022

Marcus Sadok
MARCUS SADOK

11/06/2026 • 16:53 • Atualizado em 11/06/2026 • 16:56

A namorada do chefe da "Tropa do Surf", facção baiana associada ao Comando Vermelho, foi presa nesta quinta-feira (11) durante a segunda fase da Operação Maré Vermelha, deflagrada simultaneamente no Rio de Janeiro, na Bahia e em outros seis estados.

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Jéssica Pereira Souza é investigada por participar da movimentação financeira da organização criminosa. Ela foi encaminhada para a Cidade da Polícia.

A operação, realizada em conjunto pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Bahia, tem como alvo integrantes de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e de armas.

Ao todo, 16 pessoas foram presas e 84 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais.

O grupo é liderado por Lucas Pereira Mendes, conhecido como "Surfista", foragido desde 2022 e considerado pelas forças de segurança baianas como de alto nível de periculosidade.

Dois comparsas dele que atuam no Rio de Janeiro também são alvos da operação: Anderson Souza de Jesus, o "Buel", e Ednaldo Pereira Souza, o "Dadá", seguem sendo procurados.

Segundo as investigações, integrantes da "Tropa do Surf" deixaram a Bahia e buscaram refúgio em comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, especialmente em Rio das Pedras e em regiões próximas à Gardênia Azul — a mais de 1.600 quilômetros da base da facção no Nordeste.

O "Surfista" teria se escondido ainda na Região dos Lagos e no Complexo do Alemão. Rio das Pedras, Muzema e comunidades da região vivem uma disputa entre o Comando Vermelho e a milícia, que vem perdendo espaço nos últimos anos.

De acordo com a Polícia Civil, os traficantes baianos operavam como uma espécie de escritório remoto do crime, dando ordens para ações violentas, tráfico de armas, de drogas e movimentação financeira da facção no território baiano.

A investigação identificou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. O grupo utilizava empresas de fachada, laranjas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos para esconder a origem dos recursos obtidos com o tráfico e reinseri-los na economia formal.

A Justiça determinou o bloqueio de 100 milhões de reais em bens e ativos ligados à organização.

Na ação desta quinta-feira, foram apreendidos seis veículos, mais de 100 mil reais em dinheiro, entre 20 e 25 quilos de drogas, uma pistola 9 milímetros, uma espingarda, além de celulares e documentos. Todo o material será submetido à perícia.