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Operação mira PCC após sequestro e tortura de advogado em SP

Sete investigados foram alvo de mandados de prisão temporária; ações ocorreram em quatro cidades do litoral paulista e em Florianópolis

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

13/08/2026 • 17:08 • Atualizado em 13/08/2026 • 17:12

Polícia Civil

Polícia Civil

Reprodução

Uma operação da Polícia Militar e do Ministério Público cumpriu nesta quinta-feira (13) mandados contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) investigados pelo sequestro, tortura e ameaça de um advogado na Baixada Santista. Sete investigados foram alvo de mandados de prisão temporária e outros 19 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

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As medidas judiciais ocorreram simultaneamente em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral paulista, além de Florianópolis, em Santa Catarina. A investigação apura crimes de organização criminosa, sequestro, extorsão, tortura e ameaça.

Entre os presos está Gilvan Barbosa, conhecido como "Geléia", apontado como líder do PCC em uma área de São Vicente. Outro alvo da operação, José Armerindo Santos de Carvalho, conhecido como "Boketa", morreu após entrar em confronto com policiais durante o cumprimento dos mandados.

Entre os locais vistoriados estão residências dos investigados, estabelecimentos comerciais que teriam ligação com o grupo criminoso e um imóvel apontado como o possível cativeiro onde o advogado teria sido mantido.

Disputa judicial teria motivado sequestro

A investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma disputa judicial. O advogado representava uma das partes em uma ação cível de dissolução de sociedade. Do outro lado do processo estaria um homem apontado como integrante da facção. Insatisfeito com a atuação do profissional, ele teria determinado o sequestro do advogado.

Há cerca de três meses, a vítima teria sido levada para um cativeiro em uma comunidade de Cubatão. Segundo a apuração, o advogado foi torturado, ameaçado e coagido no local.

Os sete integrantes do PCC investigados teriam participado do crime de diferentes formas. Alguns suspeitos teriam ido até o cativeiro, enquanto outros participaram por chamadas de vídeo. Há ainda investigados que teriam dado suporte à execução do sequestro.

Além dos endereços relacionados aos envolvidos no cativeiro, as equipes cumpriram mandados em empresas que, segundo o Ministério Público, teriam relação com o esquema financeiro do PCC.

De acordo com as autoridades, a operação também busca interromper a atuação dos investigados, preservar a integridade da vítima e reunir provas para o avanço das apurações. As prisões cautelares têm ainda como objetivo desarticular lideranças do PCC com atuação na Baixada Santista.