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Operador de empilhadeira é preso por desvio de carga em Guarulhos (SP)

Investigação aponta que funcionário facilitava ação de quadrilha ao posicionar mercadorias em locais estratégicos; prejuízo em eletrônicos é milionário

SANDRA REDIVO

12/01/2026 • 17:27 • Atualizado em 12/01/2026 • 17:27

Operador de empilhadeira é preso por desvio de carga em Guarulhos (SP)

Operador de empilhadeira é preso por desvio de carga em Guarulhos (SP)

Reprodução/Prefeitura de Guarulhos

A Polícia Civil prendeu um operador de empilhadeira suspeito de ser peça-chave em um esquema de desvio de cargas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, o funcionário utilizava sua posição para facilitar o roubo de mercadorias avaliadas em R$ 3 milhões.

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O delegado João Carlos Miguel Hueb afirma que o homem foi cooptado por criminosos para posicionar fardos específicos em locais estratégicos dentro do terminal, permitindo que outros integrantes do grupo realizassem a retirada ilícita.

Dinâmica do esquema criminoso

O suspeito negou ligação direta com o crime organizado, mas confessou ter conhecimento do funcionamento do esquema e das pessoas envolvidas. Entretanto, a polícia possui registros em vídeo que mostram o homem manobrando e acomodando cargas em locais não autorizados, sem as devidas ordens de serviço. Em operação padrão, o operador só deve movimentar mercadorias mediante requisição via tablet ou sistema, o que era ignorado para beneficiar a quadrilha.

O prejuízo mais recente, focado no desvio de telas e placas de celulares, atingiu a marca de R$ 3 milhões. Estima-se que cada integrante do grupo recebesse cerca de R$ 15 mil por participação nas ações. Os itens de maior interesse dos criminosos são eletrônicos e medicamentos de alto valor agregado.

Estrutura da quadrilha e investigações

Esta prisão faz parte de uma fase mais ampla da investigação que visa desarticular uma organização criminosa que atua em aeroportos. Até o momento, quatro pessoas já foram detidas em São Paulo. O esquema contava com colaboradores dentro e fora do terminal de cargas. Em fases anteriores, a polícia identificou um suspeito que utilizava um caminhão e documentação falsa para retirar as mercadorias, contando com a facilitação de comparsas que atuavam na portaria do espaço de cargas.

A empresa responsável pela administração do aeroporto informou que os detidos não fazem parte do seu quadro direto de funcionários, embora não tenha especificado para quais empresas terceirizadas prestavam serviço. As autoridades continuam as diligências, pois acreditam que a estrutura da quadrilha seja ainda maior do que a revelada até agora.

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