A recente notícia da aposentadoria do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto., réu pelo assassinato da soldado Gisele, gerou uma forte onda de indignação e revolta. Em um vídeo enviado ao programa Brasil Urgente, os pais da vítima expressaram sua dor e o sentimento de injustiça diante da rapidez do processo administrativo que beneficiou o oficial.
O pai de Gisele, visivelmente abalado, questionou a moralidade de permitir que o Estado continue pagando o salário de um homem que ele descreve como um "monstro" e "covarde". Segundo ele, o crime teria sido motivado pelo fato de sua filha ter dito "não" ao oficial, que também era seu colega de farda.
"Para aposentar ele, foi rápido. Para minha filha, sobrou o caixão e o luto para a família", declarou o pai, destacando o contraste entre o benefício concedido ao réu e o destino trágico de sua filha.
A mãe de Gisele também se manifestou, classificando a situação como "muito revoltante". Para ela, ver um acusado de assassinato ser aposentado com tamanha agilidade é um golpe para quem ainda busca justiça. "É muito triste para nós", desabafou.
Próximos Passos
Apesar da aposentadoria, o Tenente-Coronel ainda enfrenta o processo judicial pela morte de Gisele. De acordo com informações, o oficial ainda pode ser expulso da corporação, o que poderia impactar seus benefícios. O advogado da família acompanha o caso de perto, enquanto a sociedade aguarda por um desfecho que traga algum alento à família enlutada.
A Polícia Militar ainda não detalhou os critérios técnicos que levaram à concessão da aposentadoria neste estágio do processo, mas o caso reacende o debate sobre o rigor administrativo dentro das forças de segurança em casos de crimes graves cometidos por oficiais de alta patente.
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