
Imagem exclusiva do Brasil Urgente mostra Tuta, do PCC, sendo preso
Reprodução/Brasil Urgente
Depois da prisão de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, na Bolívia, o chefe de identificação de Santa Cruz de La Sierra vem recebendo ameaças de morte. Ele vive com medo.
“Todo mundo tem medo de morrer. Só que o que mais me dá medo é o que pode acontecer com meu filho e minha esposa, algum atentado, assassinato”, declarou ao Brasil Urgente.
Foi a partir das câmeras de segurança da repartição pública exibidas em primeira mão pelo Brasil Urgente que o homem que estava com Tuta foi identificado e preso. É o major da polícia boliviana Gabriel Soliz Heredia, que entre outros cargos foi chefe da divisão de luta contra o narcotráfico, integrou a Interpol e, atualmente, dirigia o departamento de inteligência criminal, mas fazia parte da rede de proteção ao criminoso brasileiro e outros integrantes do PCC na Bolívia.
O chefe de identificação de Santa Cruz de La Sierra já recebeu 12 ligações com ameaças e formalizou a denúncia na polícia do país. Agora, tem escolta de policiais que trabalham não identificados.
A prisão de Tuta e do major Heredia escancarou um esquema de corrupção e uma grande rede de proteção ao redor dos traficantes do PCC no país. O departamento de luta contra a corrupção da polícia boliviana investiga um suposto pagamento mensal do PCC para chefes da polícia para não serem incomodados.
Tuta tinha dois endereços em Santa Cruz de La Sierra. Os dois bairros valorizados da cidade, tendo como vizinhos políticos, empresários e artistas. Ostentando uma vida de luxo.
Até ser preso, Tuta era homem de confiança do chefão do PCC Marcos Camacho, o Marcola. Tuta foi um dos responsáveis pelos ataques da facção em 2006 e recebeu a missão de viabilizar o plano de resgate de Marcola da penitenciária federal de Brasília.
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