Brasil Urgente

PCC: operação contra facção apreende embarcações e 257 carros de luxo

A maior investigação financeira da história do DEIC mira o patrimônio de uma célula de lavagem de dinheiro da facção em São Paulo

SANDRA REDIVO

04/12/2025 • 17:55 • Atualizado em 04/12/2025 • 17:55

PCC: operação contra facção apreende embarcações e 257 carros de luxo

PCC: operação contra facção apreende embarcações e 257 carros de luxo

Reprodução/Brasil Urgente

A Polícia Civil de São Paulo realizou uma megaoperação para desarticular a estrutura de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), resultando no bloqueio de R$ 6 bilhões em ativos e na apreensão de uma vasta frota de bens de alto valor. A ação, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), cumpriu 48 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão na capital e região metropolitana.

Compartilhar

Os bens apreendidos e bloqueados são resultado direto de atividades ilícitas da facção, como o tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar. A dimensão dos itens recolhidos e o valor total bloqueado tornam esta a maior investigação patrimonial já conduzida pelo DEIC.

Foco nos Bens de Alto Valor

O destaque da operação foi a apreensão de 257 veículos de luxo, incluindo carros esportivos e modelos de alto padrão, além de embarcações. Os veículos estavam em nome dos investigados ou de empresas de fachada criadas pelo grupo para ocultar a origem do dinheiro.

Segundo as autoridades, parte significativa desses veículos estava distribuída:

  • Nas garagens das residências dos investigados, diretamente ligados aos suspeitos de movimentar o dinheiro.
  • Em concessionárias, utilizadas como fachada para simular negócios legítimos e movimentar os automóveis sem levantar suspeitas.

Bloqueio Financeiro e Estrutura Criminosa

O montante de R$ 6 bilhões foi bloqueado de 20 pessoas e 37 empresas envolvidas no esquema de lavagem. O objetivo da medida é estrangular a capacidade financeira da facção, atacando o patrimônio adquirido com o crime.

As investigações identificaram que o grupo operava em três células distintas:

  • Coletores: Encarregados de recolher o dinheiro vivo das atividades criminosas.
  • Intermediários: Movimentavam e ocultavam os valores por meio da aquisição de bens, como os carros e as embarcações apreendidas.
  • Beneficiários: Recebiam o dinheiro de volta, já com aparência de legalidade.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para mapear e responsabilizar todos os integrantes da rede que fornecia sustentação financeira para a facção criminosa por meio da aquisição de bens de luxo e movimentação de capital ilícito.

Tópicos relacionados