
PCC: operação contra facção apreende embarcações e 257 carros de luxo
Reprodução/Brasil Urgente
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma megaoperação para desarticular a estrutura de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), resultando no bloqueio de R$ 6 bilhões em ativos e na apreensão de uma vasta frota de bens de alto valor. A ação, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), cumpriu 48 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão na capital e região metropolitana.
Os bens apreendidos e bloqueados são resultado direto de atividades ilícitas da facção, como o tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar. A dimensão dos itens recolhidos e o valor total bloqueado tornam esta a maior investigação patrimonial já conduzida pelo DEIC.
Foco nos Bens de Alto Valor
O destaque da operação foi a apreensão de 257 veículos de luxo, incluindo carros esportivos e modelos de alto padrão, além de embarcações. Os veículos estavam em nome dos investigados ou de empresas de fachada criadas pelo grupo para ocultar a origem do dinheiro.
Segundo as autoridades, parte significativa desses veículos estava distribuída:
- Nas garagens das residências dos investigados, diretamente ligados aos suspeitos de movimentar o dinheiro.
- Em concessionárias, utilizadas como fachada para simular negócios legítimos e movimentar os automóveis sem levantar suspeitas.
Bloqueio Financeiro e Estrutura Criminosa
O montante de R$ 6 bilhões foi bloqueado de 20 pessoas e 37 empresas envolvidas no esquema de lavagem. O objetivo da medida é estrangular a capacidade financeira da facção, atacando o patrimônio adquirido com o crime.
As investigações identificaram que o grupo operava em três células distintas:
- Coletores: Encarregados de recolher o dinheiro vivo das atividades criminosas.
- Intermediários: Movimentavam e ocultavam os valores por meio da aquisição de bens, como os carros e as embarcações apreendidas.
- Beneficiários: Recebiam o dinheiro de volta, já com aparência de legalidade.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para mapear e responsabilizar todos os integrantes da rede que fornecia sustentação financeira para a facção criminosa por meio da aquisição de bens de luxo e movimentação de capital ilícito.
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