
Polícia apreende celulares de parentes de menino morto envenenado no RJ
Band TV
Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense realizaram uma perícia técnica na residência do menino Arthur Mello da Silva, de 11 anos, localizada em São João de Meriti, no Rio de Janeiro. A especializada investiga a morte da criança, que foi vítima de envenenamento por chumbinho. Durante a ação, os policiais utilizaram um scanner a laser para fazer o mapeamento em 3D do ambiente, tecnologia que permite a recriação digital completa da cena do crime.
A equipe policial também recolheu material genético no local para análise laboratorial. Em cumprimento a mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, os investigadores retiveram os aparelhos celulares do pai, da mãe, do padrasto e da madrasta da vítima. Os equipamentos serão submetidos a uma análise pericial para identificar trocas de mensagens ou informações que possam auxiliar no esclarecimento do caso.
Reconstrução dos últimos passos da vítima
Os policiais tentam reconstruir os últimos dias de vida de Arthur Mello da Silva para determinar as circunstâncias em que ele ingeriu o raticida. A principal linha de investigação aponta a suspeita de que a criança tenha consumido um pedaço de bolo envenenado. Na semana anterior à perícia na residência, familiares e pessoas próximas ao menino já haviam prestado depoimento na sede da delegacia.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores registraram o momento em que o menino chegou à sua casa após passar o final de semana na residência da mãe. Pouco tempo depois de entrar no imóvel, o garoto começou a passar mal. Segundo o relato do pai de Arthur, o filho apresentou sintomas imediatos como forte enjoo, tontura e dores na região da barriga.
O pai, ao perceber a gravidade da situação, prestou socorro imediato e levou o filho ao hospital. Arthur deu entrada em uma unidade de saúde em Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, onde permaneceu internado por 11 dias. Apesar do atendimento médico, a criança não resistiu e morreu após sofrer uma parada cardíaca decorrente da intoxicação. O caso foi registrado inicialmente na delegacia de São João de Meriti.
Crimes por envenenamento no Rio
A utilização de raticidas e substâncias tóxicas em crimes familiares possui antecedentes recentes no Estado do Rio de Janeiro. No ano passado, uma jovem foi presa sob a acusação de planejar a morte da própria mãe em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A investigação da Polícia Civil indicou que a suspeita, com o auxílio do pai, tentou cometer o envenenamento da vítima em duas oportunidades, mas a mulher conseguiu se recuperar.
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