A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga a atuação de um grupo criminoso que, sob o disfarce de policiais, operava uma estrutura de milícia na capital paulista. Embora inicialmente suspeitasse de "falsos policiais", a investigação confirmou que ao menos um policial civil autêntico integra o bando.
O caso ganhou contornos mais graves após o registro de uma ação violenta perto da estação Artur Alvim do metrô. Imagens mostram o grupo espancando três homens e colocando um deles no porta-malas de uma viatura descaracterizada. O paradeiro da vítima ainda é desconhecido, e a polícia apura se ele está vivo ou se foi executado.
Diferente do modelo comum de milícias, o grupo investigado possui uma ligação estreita com o tráfico de entorpecentes. Segundo informações obtidas pela investigação, os criminosos simulavam apreensões de drogas de alto valor comercial --como o "dry marroquino", uma espécie de super maconha-- para revendê-las a outros traficantes.
O esquema consistia em:
- Envolvimento real: A investigação confirmou que ao menos um policial civil autêntico já foi identificado como parte do grupo;
- Extorsão e Milícia: Há fortes indícios de que o bando operava há meses na região, praticando extorsão contra empresários e comerciantes locais;
- Esquema de Drogas: O grupo não apenas simulava operações, mas também roubava carregamentos de traficantes (o chamado "banho"). Na mochila levada da vítima em Artur Alvim, por exemplo, haveria "dry marroquino" (uma maconha de alto valor), que os criminosos pretendiam revender para outros traficantes.
Hipótese de "tribunal do crime"
Um detalhe que chamou a atenção das autoridades foi a ausência de um boletim de ocorrência por parte da família da vítima sequestrada. Esse silêncio reforça a linha de investigação de que o homem capturado possa ter envolvimento com atividades ilícitas, sugerindo um caso de acerto de contas ou "tribunal do crime" orquestrado pela milícia.
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