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Polícia busca corpo de idosa em poço em Bauru, no interior de São Paulo

Dagmar Grimm Streger, de 75 anos, está desaparecida desde dezembro; casal de funcionários confessou o crime após ser preso em fuga no Paraná

MARK FIGUEREDO

08/01/2026 • 18:48 • Atualizado em 08/01/2026 • 18:48

Polícia busca corpo de idosa em poço em Bauru, no interior de São Paulo

Polícia busca corpo de idosa em poço em Bauru, no interior de São Paulo

Reprodução/Brasil Urgente

Uma força-tarefa da Polícia Civil trabalha há mais de uma semana em uma propriedade rural de Bauru, no interior de São Paulo, para localizar o corpo de Dagmar Grimm Streger, de 75 anos. As equipes utilizam maquinário pesado para escavar um poço desativado onde a idosa teria sido jogada após ser assassinada.

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O trabalho é considerado de alto risco e exigiu a demolição da antiga residência da vítima para ampliar o perímetro de segurança das escavações.

A principal linha de investigação aponta que Dagmar foi morta com uma paulada na cabeça no dia 19 de dezembro. Os principais suspeitos são os caseiros da propriedade, que trabalhavam para a vítima há cerca de quatro anos. O casal foi preso no estado do Paraná enquanto tentava fugir e confessou o crime informalmente às autoridades.

Motivação financeira e ocultação

O delegado Alexandre Protopsaltis afirma que o crime foi motivado exclusivamente por questões financeiras. Após matarem a idosa, os suspeitos roubaram o veículo e diversos bens da residência. Segundo a investigação, o casal trocou o carro da vítima sucessivamente por veículos de menor valor para obter dinheiro em espécie, utilizado na compra de entorpecentes. A polícia também apura se houve transações bancárias realizadas nas contas de Dagmar após o seu desaparecimento.

Para dificultar a localização do corpo, os suspeitos relataram ter jogado sacos de lixo sobre a vítima dentro do poço. O coordenador de obras de Bauru, Etelvino Zacarias, relata que o terreno apresenta grande dificuldade técnica. Até o momento, as máquinas alcançaram 23 metros de profundidade, restando aproximadamente sete metros para atingir o fundo, onde a polícia acredita que os restos mortais estejam depositados.

Histórico de confiança

Dagmar era viúva, morava sozinha e era considerada uma pessoa muito querida na região. A relação de confiança com os funcionários era tamanha que a idosa teria chegado a doar um lote de terra para o casal de caseiros.

No momento, a polícia não trabalha com a hipótese de participação de uma terceira pessoa no crime. As autoridades devem solicitar à Justiça a conversão da prisão temporária dos suspeitos em prisão preventiva enquanto aguardam a conclusão das buscas no poço, prevista para os próximos dias.

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