A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou uma nova fase de uma operação que desvendou um esquema milionário de tráfico de drogas, com foco na exportação de cocaína pura para a Europa. O principal suspeito, um policial militar aposentado, e seu genro são apontados como peças centrais na logística e comando do esquema.
A operação é conduzida por uma Força-Tarefa que inclui a Receita Federal e tem como objetivo desmantelar uma quadrilha que utilizava o estado, o ponto do Brasil mais próximo da Europa, para o envio da droga. As investigações tiveram início há dois meses e culminaram, neste final de semana, na apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes.
Apreensão recorde e indícios na casa do suspeito
A primeira fase da operação resultou na apreensão de 1,2 tonelada de cocaína, avaliada em cerca de R$ 150 milhões, um prejuízo significativo para o crime organizado.
O primeiro flagrante aconteceu em Natal, onde a Polícia Civil apreendeu 600 quilos da droga, que estavam cuidadosamente embalados e a bordo de uma picape pertencente ao genro do PM aposentado.
Em seguida, os investigadores, utilizando um sensor acoplado ao helicóptero da polícia potiguar, identificaram outros 600 quilos escondidos sob uma lona em uma praia da Zona Norte de Natal. A droga seria embarcada em breve para o continente europeu. Três suspeitos foram presos nesta primeira etapa da ação.
Armamento e uniformes encontrados
Em cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados à quadrilha, a Força-Tarefa encontrou novos indícios da participação do PM aposentado e de seu genro no tráfico.
Na residência do policial militar aposentado, os agentes apreenderam:
- Duas armas de fogo;
- Coletes balísticos;
- Balanças de precisão;
- Rádios comunicadores e algemas;
- Munições;
- Uniformes de uma empresa de segurança;
- Sacos plásticos idênticos aos utilizados para embalar a mais de uma tonelada de cocaína apreendida.
O policial aposentado é acusado de fornecer armas e equipamentos para o tráfico internacional, além de organizar o envio da cocaína. A investigação continua para identificar e prender outros integrantes da quadrilha.
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