
Polícia investiga morte de juíza após procedimento em clínica na Grande SP
Band TV
A Polícia Civil de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, investiga as circunstâncias da morte de Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos. A mulher, que atuava como juíza no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, morreu após apresentar complicações decorrentes de um procedimento de reprodução assistida realizado em uma clínica especializada da cidade. O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental pelo Primeiro Distrito Policial do município.
O procedimento, consistente na coleta de óvulos para uma futura fertilização in vitro, ocorreu no dia 4 de maio. De acordo com as informações, Mariana compareceu à clínica acompanhada pela mãe e recebeu alta logo após a intervenção. No entanto, poucas horas depois de retornar para casa, a juíza começou a manifestar sintomas graves, como fortes dores e sensação de frio.
Atendimento médico e evolução do quadro clínico
Diante do mal-estar, Mariana e a mãe retornaram à clínica de reprodução. No local, foi constatado que a paciente apresentava uma hemorragia interna. O médico responsável pela coleta de óvulos realizou os atendimentos iniciais na própria unidade, mas, devido à gravidade da situação, a mulher precisou ser transferida para uma maternidade em Mogi das Cruzes.
Ao dar entrada na unidade hospitalar, Mariana foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia seguinte à internação, ela foi submetida a uma intervenção cirúrgica na tentativa de conter o quadro, mas sua condição clínica apresentou uma piora progressiva. Na madrugada subsequente, a magistrada sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.
Investigação e trajetória profissional
A mãe da vítima procurou as autoridades policiais para relatar o ocorrido e registrar o óbito. Como parte das diligências, a Polícia Civil solicitou a realização de perícia no corpo de Mariana para identificar a causa exata da morte e verificar se houve alguma intercorrência ou falha durante o processo médico.
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana Francisco Ferreira vivia um momento de ascensão profissional. Ela exercia a magistratura no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul desde 2023. A juíza estava em Mogi das Cruzes para visitar a mãe, que reside na cidade paulista, e aproveitar o período para realizar o tratamento reprodutivo. As autoridades aguardam os laudos periciais para dar continuidade ao inquérito.
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