Brasil Urgente

Polícia investiga morte de mulher encontrada em apartamento no Centro de SP

Renata Almeida Dutra, de 43 anos, foi localizada sem vida pela mãe; câmeras de segurança registraram saída de suspeito com pertences da vítima

KELLY DIAS

03/04/2026 • 16:35 • Atualizado em 03/04/2026 • 16:35

A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte de Renata Almeida Dutra, de 43 anos, encontrada morta dentro de seu apartamento no bairro da Consolação, região central da capital paulista.

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O corpo foi localizado pela mãe da vítima, caído de bruços ao lado da cama, apresentando sinais de violência, como inchaço no rosto e hematomas no antebraço. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, ganha contornos de investigação criminal após a análise de imagens do circuito interno de segurança do edifício.

Renata, que residia na Europa e visitava o Brasil com frequência para ver familiares, havia passado por um procedimento de cirurgia estética dias antes do ocorrido. De acordo com o relato da mãe, o último contato presencial entre as duas ocorreu em uma segunda-feira, quando ela levou mantimentos para a filha após a operação. Na terça-feira seguinte, diante da ausência de respostas às chamadas telefônicas, a família se dirigiu ao imóvel e encontrou o corpo.

Imagens de segurança e itens desaparecidos

A investigação foca agora na identificação e localização de um homem com quem Renata mantinha um relacionamento. Imagens das câmeras de monitoramento do prédio, acessadas por familiares e entregues à polícia, mostram o suspeito chegando ao local por volta das 04h. Nas gravações, ele aparece no elevador retirando uma pulseira e limpando o rosto com um lenço.

A saída do homem ocorreu aproximadamente às 11h do mesmo dia. Segundo os registros, ele deixou o edifício utilizando um boné que pertencia à vítima e carregando sacolas. O irmão de Renata afirmou ao repórter que, após a perícia inicial no apartamento, foi constatada a ausência de um dos celulares da vítima, além de joias e dinheiro em espécie. O aparelho profissional de Renata permaneceu no local, mas o dispositivo de uso pessoal não foi encontrado.

Movimentações após o óbito

Outro ponto que reforça a linha de investigação da família e das autoridades é a atividade digital registrada após a morte. Parentes relataram que a foto de perfil de uma rede social de Renata foi alterada no período em que o suspeito ainda estava no imóvel. Além disso, o homem não compareceu ao velório e não estabeleceu contato com os familiares desde o encontro do corpo.

A mãe da vítima questiona a conduta do acompanhante, pontuando que, caso houvesse um problema de saúde, o socorro médico deveria ter sido acionado imediatamente, em vez da retirada de pertences do apartamento. O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).