Resumo
Roubo à joalheria de Moema durante o Carnaval causou prejuízo superior a R$ 1 milhão, com furto de mais de 100 peças de ouro e diamante, além de um faqueiro de prata, sem seguro.
Investigações da 2ª Delegacia da Seccional Sul apontam suspeita sobre o porteiro do edifício, que trocou de celular antes do crime e estava de serviço nos dias em que a quadrilha reconheceu a área e realizou a invasão.
Planejamento da quadrilha envolveu monitoramento do prédio, corte do sinal das câmeras, entrada pela garagem, uso de ferramentas elétricas e transporte do cofre de 500 quilos com carrinho, sendo a movimentação percebida apenas dez horas depois do crime.
joalheria em Moema, bairro nobre da capital paulista. O crime ocorreu durante o feriado de Carnaval e resultou em um prejuízo superior a R$ 1 milhão para os proprietários do estabelecimento.
De acordo com as investigações conduzidas pela 2ª Delegacia da Seccional Sul (CERCO), a suspeita sobre o porteiro surgiu após a constatação de que ele trocou de aparelho celular na véspera da ação criminosa. O funcionário estava de serviço tanto no dia do reconhecimento da área pelos criminosos quanto na data da invasão.
O planejamento da quadrilha
O crime foi executado com um grande planejamento, a quadrilha tinha informações privilegiadas. Na sexta-feira que antecedeu o Carnaval, os suspeitos circularam pela região em um carro branco para monitorar o prédio e identificar os pontos da fiação de internet. O objetivo era cortar o sinal das câmeras de monitoramento para evitar o registro das imagens.
Dois dias depois, o grupo retornou ao local durante a madrugada. Utilizando o mesmo veículo, os criminosos entraram pela garagem do edifício e subiram até o 12º andar, onde a joalheria atende exclusivamente com hora marcada. Para garantir o anonimato durante a ação interna, os invasores tamparam as lentes das câmeras do estabelecimento com fitas pretas.
Logística para o transporte do cofre
No interior da joalheria, os autores do crime localizaram o cofre que armazenava mais de 100 peças de ouro e diamante. Eles tentaram abrir o compartimento utilizando ferramentas elétricas, mas não obtiveram sucesso. Diante da dificuldade, colocaram em prática um plano secundário para remover o objeto.
O cofre, que pesa aproximadamente 500 quilos, foi transportado até a garagem com o auxílio de um carrinho de rodas. Além das joias, o grupo subtraiu um faqueiro de prata. Parte dos talheres foi abandonada na garagem, próxima à saída de veículos, durante a fuga. Os donos do estabelecimento informaram que as peças roubadas, algumas avaliadas em R$ 60 mil, não possuem seguro.
Andamento das investigações
A movimentação dos criminosos só foi percebida dez horas após o crime, quando o zelador do prédio alertou os proprietários da joalheria. A polícia acredita que o porteiro investigado tenha aberto o portão da garagem para facilitar a entrada e a saída da quadrilha.
O funcionário deve prestar depoimento oficial nos próximos dias para esclarecer sua conduta e a troca do aparelho telefônico. A Polícia Civil trabalha agora para identificar os demais integrantes do grupo e localizar o paradeiro das joias levadas do edifício comercial.
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