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Polícia prende três suspeitos de sequestro no "Golpe do Amor" em São Paulo

Engenheiro de 53 anos foi mantido em cativeiro por dois dias após marcar encontro por aplicativo; polícia investiga relação com morte de outro profissional

Da redação
DA REDAÇÃO

22/01/2026 • 19:19 • Atualizado em 22/01/2026 • 19:19

Golpes do amor voltam a estar em evidência

Golpes do amor voltam a estar em evidência

Reprodução/Band

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens suspeitos de envolvimento no sequestro de um engenheiro de 53 anos, que foi vítima do chamado Golpe do Amor. As prisões ocorreram em diferentes endereços na Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, após a própria vítima ter procurado as autoridades e reconhecido os autores do crime. O homem permaneceu dois dias sob o poder dos criminosos e foi obrigado a realizar diversas transferências bancárias sob ameaça.

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De acordo com informações apuradas pela repórter Júlia Sarmento, o engenheiro conheceu uma mulher identificada como "Dayane" em um aplicativo de relacionamento. Após manterem conversas por quase um mês, os dois marcaram um encontro no endereço indicado pela mulher, na Cidade Tiradentes. Ao chegar ao local com o próprio carro e enviar uma mensagem informando sua presença, a vítima foi surpreendida por dois criminosos armados com um revólver que anunciaram o assalto.

Dinâmica do cativeiro e atuação da quadrilha

Os criminosos assumiram a direção do veículo e buscaram um terceiro comparsa antes de seguirem para o primeiro local de cárcere. O engenheiro relatou à polícia que foi mantido em um cativeiro por mais de 24 horas, mas acabou sendo transferido para um segundo endereço após reclamações da vizinhança sobre a movimentação estranha. Imagens obtidas pelo Brasil Urgente mostram as condições precárias de um dos locais utilizados pela quadrilha para ocultar as vítimas.

A libertação ocorreu na manhã de uma terça-feira. Os criminosos liberaram a vítima e seu veículo, mas mantiveram o aparelho celular para continuarem realizando operações financeiras. Fábio Nelson, diretor da unidade policial responsável, explicou que esse tipo de quadrilha atuou de forma organizada, dividindo tarefas entre quem atraía a vítima, quem executava a abordagem e quem gerenciava as contas bancárias para o recebimento do dinheiro.

Relação com homicídio e outras vítimas

A polícia investigou se este grupo criminoso foi o mesmo responsável pela morte de Felipe Afonso Araújo, um engenheiro mecânico de 40 anos. Felipe foi encontrado morto dentro do próprio carro, também na região da Cidade Tiradentes, com seis marcas de tiros. Um dos disparos atingiu a nuca da vítima. As autoridades trabalharam com a hipótese de que ele tentou fugir de uma abordagem de sequestro. Felipe, que era solteiro e utilizava aplicativos de relacionamento, já havia sido vítima de um golpe semelhante no ano anterior.

Outro caso recente reforçou a reincidência desse tipo de crime na região metropolitana. Um auditor fiscal de 62 anos foi resgatado pela Divisão Antisequestro e pelo Garra/DOPE após passar 30 horas em um cativeiro em Osasco. O homem foi arrebatado em Barueri após marcar um encontro falso. O auditor também já havia passado pela mesma situação em 2021.

Diante do aumento de casos, Júlia Sarmento ressaltou que a principal orientação das autoridades de segurança foi de que o primeiro encontro com pessoas conhecidas em ambiente virtual ocorresse estritamente em locais públicos e com grande circulação de pessoas. O objetivo foi evitar que o cidadão fosse atraído para áreas ermas ou de difícil acesso, onde as quadrilhas costumavam agir com maior facilidade.

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