A equipe do Brasil Urgente teve acesso exclusivo ao interior do submarino brasileiro Toneleiro para revelar os bastidores da tecnologia de ponta utilizada pela Marinha do Brasil. Durante a visita, o comandante Fampa apresentou o compartimento de comando, descrito como o ‘cérebro’ da embarcação, onde são concentrados os sensores de sonar, radares e periscópios avançados que permitem a navegação e a detecção de alvos mesmo em águas profundas.
O Toneleiro, que opera com uma tripulação de aproximadamente 50 militares durante patrulhas, conta com sistemas de controle automatizados que permitem realizar manobras de guinada, mergulho e controle de propulsão a partir de consoles centrais. Segundo o comandante, a embarcação é uma arma de ocultação estratégica, cujo principal trunfo é a dificuldade de ser localizada por forças inimigas.
O arsenal e o poder de fogo
Um dos pontos de maior destaque da visita foi o compartimento de torpedos. O submarino é equipado com seis tubos de lançamento e tem capacidade para carregar até 18 torpedos ou mísseis. Cada torpedo possui cerca de 6 metros de comprimento e pesa 1,5 tonelada, funcionando como um ‘drone subaquático' tecnológico capaz de buscar alvos de forma autônoma após o lançamento .
"O torpedo tecnológico é como se fosse um drone que a gente lança e recebe informações para fazer o emprego da arma de forma correta", explicou o comandante. Ele ressaltou ainda que a Marinha realiza treinamentos constantes de adestramento, utilizando torpedos sem carga explosiva, mas equipados com sensores para gravar todo o trajeto e eficácia do disparo [07:31].
Tecnologia e treinamento
O interior do Toneleiro é repleto de botões e telas que supervisionam desde os motores até os sistemas de resfriamento. Diferente dos submarinos antigos, o carregamento das armas e o controle de máquinas são feitos de forma eletrônica, reduzindo o esforço físico da tripulação, embora a intervenção humana continue sendo vital para a interconexão de dados entre o submarino e o projétil.
Para garantir a precisão nas missões, a Marinha utiliza simuladores em terra que replicam fielmente os compartimentos do Toneleiro. "A gente pode errar no simulador, porque aqui a bordo não podemos errar mais", afirmou o oficial, destacando o rigor do treinamento dos submarinistas brasileiros.
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