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Professor e advogado é encontrado morto com corpo parcialmente queimado em SP

Polícia investiga a morte de Fábio Schilichting, de 41 anos, encontrado na Zona Sul. Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de emboscada após encontro marcado por aplicativo.

Da redação
DA REDAÇÃO

28/11/2025 • 18:29 • Atualizado em 28/11/2025 • 18:29

Fábio Schilichting foi encontrado morto e com o corpo parcialmente queimado

Fábio Schilichting foi encontrado morto e com o corpo parcialmente queimado

Reprodução/Band

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do professor e advogado Fábio Schilichting, de 41 anos, cujo corpo foi encontrado com marcas de faca e parcialmente queimado em um terreno na extrema Zona Sul da capital paulista. A descoberta ocorreu na manhã do dia 22 de novembro.

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O corpo foi localizado em uma área próxima a um córrego e uma mata. Um gari teria sido a primeira pessoa a encontrar o corpo. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida e com parte do corpo queimado.

Junto ao corpo, os agentes de segurança também encontraram um galão de cinco litros de combustível. No momento da localização, a vítima estava sem documentos de identificação ou celular. A perícia foi acionada, e agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) compareceram ao local.

Desaparecimento e localização do carro

No período em que o corpo foi encontrado e a identificação ainda era desconhecida, familiares e amigos de Fábio Schilichting estavam à sua procura. O professor havia saído do apartamento onde vivia com o marido, um médico de 38 anos, e não havia retornado. O marido da vítima, que havia saído para uma festa e retornado na manhã do dia seguinte, percebeu a ausência e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento.

Imagens de segurança da garagem do prédio onde Fábio morava mostram ele se dirigindo sozinho ao seu carro, um Jeep Renegade, à 0h11 do dia do desaparecimento. Ele entra no veículo e deixa o local instantes depois.

O veículo foi localizado no dia 24 pelo irmão de Fábio, abandonado em uma rua no Jardim Ângela, a cerca de cinco quilômetros de distância do terreno onde o corpo foi achado. A Polícia Militar foi chamada e, após abrir o automóvel com uma chave reserva, encontrou vestígios de sangue em seu interior. Segundo a perícia, houve uma tentativa de limpeza no veículo.

A partir da informação sobre a localização do carro e de um cruzamento de dados, o irmão de Fábio conseguiu fazer o reconhecimento e confirmou que o corpo encontrado era do professor. O advogado e professor foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Vinhedo, no interior de São Paulo.

Linhas de investigação

O caso segue sob investigação do DHPP. Uma das principais linhas de investigação levantadas pela polícia aponta que Fábio Schilichting pode ter sido vítima de uma emboscada. A suspeita é que ele tenha saído para se encontrar com alguém que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamento.

Até o momento, o celular da vítima não foi encontrado. As investigações também indicam que não houve movimentações bancárias nas contas do professor após seu desaparecimento. Pessoas próximas a Fábio, que era advogado empresarial, consultor jurídico e professor de português e inglês em uma escola tradicional paulista, estão sendo ouvidas pelas autoridades.

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