O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, foi solto nesta segunda (29) após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele foi recebido por fãs e apoiadores na saída do presídio e comemorou com eles sua soltura.
O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que o artista aguarde o julgamento em liberdade, entendendo que não há fundamentos suficientes para manter sua prisão preventiva.
Decisão do STJ e saída do presídio
Oruam estava detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, desde julho. A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou que recebeu o alvará de soltura e liberou o cantor, que deixou a unidade acompanhado por familiares e advogados.
Na decisão, o ministro Joel Ilan Paciornik destaca que o músico é réu primário e se apresentou de forma espontânea após os fatos, o que contribuiu para que ele pudesse responder ao processo em liberdade.
Acusação de tentativa de homicídio
O artista se tornou réu após um confronto com policiais civis na porta de casa, no Joá, zona oeste do Rio, em julho. Na ocasião, uma operação comandada pelo delegado Moisés Santana investigava a presença de um foragido no local — o que foi confirmado pela polícia.
Segundo a denúncia, Oruam atirou pedras contra os agentes, uma delas com quase cinco quilos, o que levou o Ministério Público a acusá-lo de tentativa de homicídio. Depois da ação, ele fugiu e se escondeu no Complexo da Penha, sendo considerado foragido até se entregar dias depois.
Histórico e repercussões
Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como um dos fundadores da facção criminosa Comando Vermelho. Ele foi encaminhado à ala destinada a integrantes do grupo dentro do presídio de Gericinó.
O cantor já havia se envolvido em outras ocorrências policiais. Em fevereiro, foi detido após realizar manobras perigosas em frente a uma viatura. Na época, pagou fiança e foi liberado. Suas músicas também acumulam polêmicas por críticas à polícia e menções ao crime.
Outro jovem envolvido no episódio de julho, conhecido como "Menor Piu", foi apreendido novamente nesta semana, depois de já ter apresentado um atestado falso para evitar medida socioeducativa.
Com a decisão do STJ, Oruam responde em liberdade às acusações e aguarda o julgamento do caso no Rio de Janeiro.
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