
Segurança é morto a tiros em loja de eletrodomésticos na Zona Sul de SP
Reprodução/Brasil Urgente
O segurança Marcelo Jorge Silva de Souza, de 48 anos, foi morto a tiros dentro de uma loja, localizada no Grajaú, zona sul de São Paulo. O crime ocorreu no fim do horário de funcionamento do estabelecimento.
O atirador, que estava encapuzado e usava máscara cirúrgica, disparou contra o vigilante à queima-roupa e fugiu do local levando a arma de serviço da vítima, um revólver calibre 38 com dez munições.
Marcelo Jorge foi atingido no rosto e pescoço e morreu antes da chegada do socorro. Segundo testemunhas relataram à polícia, o assassinato não foi precedido por qualquer discussão ou reação por parte do segurança.
As imagens das câmeras de segurança da loja, que estão sendo analisadas pela polícia, mostram o autor do crime entrando na unidade sem chamar atenção, caminhando de forma tranquila até a vítima, efetuando os disparos e, em seguida, fugindo. O criminoso teria deixado uma motocicleta estacionada em uma praça ao lado da loja antes de cometer o ato.
Linhas de investigação e crimes anteriores
A polícia não descarta nenhuma linha de investigação para o caso. As autoridades trabalham com as hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte), execução premeditada ou, ainda, a suspeita de que os criminosos estejam visando vigilantes para roubar suas armas de serviço.
Funcionários da loja de eletrodomésticos, que preferiram não se identificar, apontam uma possível conexão entre o crime atual e um assalto ocorrido na mesma unidade no mês anterior, em 24 de outubro. Na ocasião, um outro segurança foi agredido e teve a arma e o colete balístico roubados. O vigilante chegou a lutar contra os bandidos antes de ser desarmado.
Testemunhas afirmam à polícia que o atirador que tirou a vida de Marcelo apresenta o mesmo porte físico do homem que atacou o outro vigilante da unidade no assalto anterior. Devido a essa semelhança, os funcionários suspeitam que um dos criminosos pode ter participado de ambas as ações.
Uma moradora da região levantou a hipótese de que o vigilante possa ter sido morto por engano, em uma possível retaliação ligada ao crime anterior, mas a polícia segue investigando o caso de forma ampla.
No dia seguinte ao assassinato, a loja exibiu inicialmente um bilhete informando que abriria ao meio-dia. Horas depois, no entanto, um novo aviso foi colocado na porta, comunicando o fechamento do comércio sem apresentar o motivo. Nenhum representante da loja concedeu entrevista sobre o caso.
Em nota oficial, a rede de varejo lamenta profundamente o ocorrido. A empresa afirma que está em contato com as autoridades e coopera ativamente com as investigações para esclarecer os fatos.
A região do Grajaú, conforme relatos de moradores, é marcada por assaltos constantes, o que gera um clima de insegurança. A dona de casa, que foi vítima de roubo, conta que sente medo diariamente e que a população evita caminhar sozinha na área.
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