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Senhora das armas: Justiça mantém prisão de capitã acusada de tráfico

Josefina Cuevas Galeano é investigada pela Operação Dakovo por fornecer armamento europeu ao PCC e Comando Vermelho; militar aguarda extradição para o Brasil

MARCELO MOREIRA

12/01/2026 • 18:03 • Atualizado em 12/01/2026 • 18:03

Senhora das armas: Justiça mantém prisão de capitã acusada de tráfico

Senhora das armas: Justiça mantém prisão de capitã acusada de tráfico

Reprodução/Brasil Urgente

A Justiça do Paraguai decidiu manter a prisão preventiva da capitã do Exército Josefina Cuevas Galeano, acusada de integrar uma rede internacional de tráfico de armas que abastecia as principais facções criminosas brasileiras.

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O Tribunal de Apelação rejeitou o pedido de revisão da defesa, sob o entendimento de que a liberdade da militar poderia comprometer o processo de extradição e aumentar o risco de fuga. Josefina é investigada no âmbito da Operação Dakovo e aguarda transferência para o Brasil, onde responde por tráfico internacional.

Esquema bilionário e a Operação Dakovo

A Operação Dakovo, deflagrada em dezembro de 2023, é fruto de uma cooperação entre a Polícia Federal brasileira, o Ministério Público Federal e autoridades do Paraguai e dos Estados Unidos. As investigações revelaram que uma empresa sediada em Assunção importou cerca de 43 mil armas de países europeus nos últimos três anos. Parte desse arsenal era desviada para o Brasil após ter a numeração adulterada para dificultar o rastreamento pelas autoridades de segurança.

De acordo com o Ministério Público Federal, o esquema movimentou aproximadamente R$ 1,2 bilhão no período analisado. O armamento, que incluía pistolas e fuzis, era entregue a intermediários que faziam a ponte direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Durante as ações da operação, cerca de 2.000 armas, avaliadas em mais de US$ 5 milhões, foram apreendidas e destinadas à Polícia Nacional do Paraguai.

O papel da fronteira no tráfico internacional

Investigadores apontam que o Paraguai consolidou-se como um ponto estratégico na rota do tráfico de armas, onde produtos importados legalmente acabam desviados para o mercado ilícito brasileiro. Evidências colhidas pela Polícia Federal, incluindo interceptações de conversas entre líderes de facções e negociadores, reforçam que o esquema investigado era um dos principais pilares de abastecimento de material bélico para o crime organizado no Brasil.

Atualmente, 28 pessoas respondem por mais de 50 crimes relacionados à organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro. O Ministério Público de ambos os países segue colaborando para garantir que os envolvidos, como a capitã Josefina, sejam julgados pelos crimes cometidos na fronteira.

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