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SP: Soldado da PM é encontrada morta com tiro na cabeça em apartamento

O caso, inicialmente tratado como suicídio, teve a natureza do boletim de ocorrência alterada após depoimentos contraditórios e análise da cena do crime

LUCAS MARTINS

19/02/2026 • 17:38 • Atualizado em 19/02/2026 • 17:38

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma soldado da Polícia Militar, encontrada sem vida com um tiro na cabeça dentro de seu apartamento. A vítima era casada com um Tenente-Coronel da mesma corporação. O caso, que inicialmente foi reportado como suicídio, teve sua classificação alterada para "morte suspeita" e levanta dúvidas entre os investigadores.

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O incidente ocorreu logo após uma discussão entre o casal. O disparo fatal foi efetuado pela arma pertencente ao Tenente-Coronel.

Versões Conflitantes

O marido da vítima, em seu depoimento inicial, alegou que havia pedido o divórcio na manhã do ocorrido, o que teria desencadeado uma reação de revolta na esposa. Segundo a versão do oficial, a soldado era extremamente ciumenta e controladora. Ele relatou que, após a discussão, entrou no banho e ouviu um barulho forte, que imaginou ser uma porta batendo. Ao sair, encontrou a mulher morta.

No entanto, o depoimento da mãe da vítima contradiz frontalmente a versão do oficial. Segundo a família, o Tenente-Coronel é que apresentava comportamento possessivo e controlador, restringindo as roupas que a esposa usava e suas interações sociais, além de exigir o cumprimento rigoroso de tarefas domésticas sob ameaça de brigas. A família suspeita de feminicídio.

Detalhes da Investigação

A mudança na natureza do boletim de ocorrência de "suicídio" para "morte suspeita" ocorreu devido a elementos encontrados na cena do crime que exigem maior apuração. Segundo o repórter Lucas Martins, a arma foi encontrada posicionada sobre a mão da vítima, um detalhe que chamou a atenção da perícia.

Foram realizados exames residuográficos (para detectar pólvora) tanto nas mãos da soldado quanto nas do Tenente-Coronel. A polícia busca determinar quem efetuou o disparo.

O Tenente-Coronel não foi indiciado formalmente como suspeito até o momento, mas permanece sob investigação enquanto a Polícia Civil aguarda os laudos periciais definitivos para concluir se houve suicídio ou assassinato.