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STF condena cabeleireira que pichou 'Perdeu, mané' na estátua da Justiça a 14 anos de prisão

O julgamento aconteceu na tarde desta sexta-feira (25) no plenário virtual da Primeira Turma

CRISTIANO OLIVEIRA

25/04/2025 • 18:06 • Atualizado em 25/04/2025 • 18:06

Resumo

Os ministros da 1ª turma do Supremo Tribunal Federal decidiram por condenar Débora Rodrigues, cabeleireira que escreveu “perdeu mané” na estátua da Justiça, a 14 anos de prisão. O julgamento aconteceu na tarde desta sexta-feira (25) no plenário virtual da Primeira Turma do STF.

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Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lucia votaram pelos 14 anos de prisão da mulher. Por outro lado, ministro Luiz Fux divergiu dos votos anteriores e optou por 1 ano e seis meses de condenação. Em seguida, Cristiano Zanin votou por 11 anos de sentença.

Até o momento, não há definição sobre como a pena será cumprida. Atualmente, Débora está em prisão domiciliar com tornozeleira, após passar dois anos presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Rio Claro, em São Paulo, desde a oitava fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023. A operação investigou os radicais e os financiadores dos atos de vandalismo.

Fux já havia sinalizado que abriria divergência por considerar exagerada a dosimetria proposta por Alexandre de Moraes (relator), que votou para condenar Débora a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. Flávio Dino acompanhou o relator.

Acusações

Débora é acusada de ter pichado a frase "Perdeu, mané" na estátua da Justiça, que fica em frente ao prédio da Corte, durante os atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) atribui cinco crimes à cabeleireira - golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. São crimes associados aos atos de vandalismo e depredação na Praça dos Três Poderes.

Débora está em prisão domiciliar com tornozeleira, após passar dois anos presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Rio Claro, em São Paulo, desde a oitava fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023. A operação investigou os radicais e os financiadores dos atos de vandalismo.

Em depoimento, a cabeleireira confirmou que vandalizou a escultura com batom vermelho. Ela afirmou que agiu no "calor do momento" após um homem ter pedido a ela que terminasse de escrever a frase no monumento. Também disse que não sabia do valor simbólico e financeiro da estátua.

A frase "Perdeu, mané" é uma referência à resposta que o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, deu a um bolsonarista que o abordou em Nova York contestando a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

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