A Polícia Civil de São Vicente, no litoral de São Paulo, prendeu um suspeito envolvido no sequestro de um casal que fazia uma trilha na cidade. O homem foi detido por ceder a conta bancária para receber as transferências via Pix realizadas pelos criminosos e irá responder por coautoria nos crimes de sequestro, roubo, cárcere privado e estupro. As investigações continuam em busca dos demais integrantes da quadrilha, incluindo os três criminosos que agiram diretamente no sequestro.
O sequestro aconteceu quando o casal, formado por uma administradora de empresas de 49 anos e seu namorado, saía da Praia de Itaquitanduva por uma trilha no Parque Xixová-Japuí. Os dois foram abordados por três suspeitos armados e mantidos por três horas no meio da mata.
Após esse período, a quadrilha levou as vítimas até a casa do namorado, também em São Vicente. No local, a mulher foi estuprada por um dos criminosos, e o casal passou a noite e a madrugada amarrado e de costas um para o outro.
Invasão de contas e roubo de eletrônicos
Durante o período em que o casal foi mantido refém, os criminosos invadiram as contas bancárias das vítimas e fizeram transferências via Pix. Segundo a polícia, os criminosos chegaram a pedir pizzas no cativeiro. Os criminosos esperaram o dia amanhecer para voltar a acessar as contas bancárias do casal e roubar dinheiro de investimentos.
O sequestro durou até as 9h30 do dia seguinte. Ao fugir, os criminosos levaram os celulares, eletroeletrônicos e o carro do namorado da vítima, que ainda não foi localizado. O casal estima que o prejuízo financeiro causado pelos criminosos, entre transferências e empréstimos bancários, tenha sido de aproximadamente R$ 30 mil, mas parte do valor foi bloqueado pelas instituições financeiras.
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente aguarda o resultado das perícias realizadas na casa do namorado, que serviu como cativeiro, além da quebra do sigilo bancário das vítimas. A investigação suspeita que o trio que sequestrou o casal tenha feito outras vítimas em trilhas de acesso a praias desertas da região, como no Guarujá. Essa informação foi repassada à polícia pela própria vítima, que ouviu de um dos criminosos que ataques em trilhas era a especialidade da quadrilha.
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