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Suspeito saca pistola e dispara em baile funk em Osasco, na Grande SP

Disparos aconteceram após a Polícia Militar ser acionada por moradores incomodados com o barulho do pancadão; ninguém ficou ferido

Da redação
DA REDAÇÃO

10/07/2026 • 18:16 • Atualizado em 10/07/2026 • 18:17

Um suspeito sacou uma pistola 9 milímetros e disparou pelo menos cinco vezes para o alto durante um baile funk no bairro Conceição, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. As imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que a correria toma conta do local após a chegada da Polícia Militar. Por sorte, ninguém ficou ferido.

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Os disparos aconteceram depois que moradores, incomodados durante a madrugada com o barulho provocado pelo pancadão, acionaram a Polícia Militar. Quando a PM chegou, começou um tumulto e muita correria. Foi em meio a essa dispersão que o suspeito puxou a arma e atirou para cima.

Na mesma avenida acontecia uma festa junina, outro evento que reunia crianças e famílias inteiras, o que ampliou o risco em caso de novos disparos.

A investigação está a cargo do 5º Distrito Policial de Osasco. Os agentes analisam as imagens das câmeras de segurança para tentar identificar o homem que atirou cinco vezes para o alto durante a chegada da polícia.

A arma usada chama atenção pelo calibre. A pistola 9 milímetros é de uso restrito e tem alto poder de perfuração — característica que justifica a classificação. Algumas forças de segurança podem utilizá-la, mas a polícia costuma empregar o calibre .40, que tem forte poder de impacto sem transfixar o alvo.

A lógica é que o projétil atinja o suspeito e ali permaneça, sem atravessar o corpo e alcançar outras pessoas. A 9 milímetros, ao contrário, tende a transpassar o alvo, o que a torna mais perigosa em ambientes com aglomeração.

Episódios de correria em pancadões já terminaram em tragédia na Grande São Paulo. Em Paraisópolis, na capital, uma dispersão após a chegada da polícia a um baile funk deixou pessoas mortas por pisoteamento. Situações desse tipo concentram riscos diversos, de disparos a atropelamentos na fuga.

Casos recentes reforçam a periculosidade da combinação entre pancadões e armas de fogo. Em março, um tiroteio em um baile funk na Zona Sul de São Paulo terminou com um pedreiro morto no Capão Redondo, atingido quando saía de casa para trabalhar em meio ao evento.