A investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro ganhou novos contornos nesta terça-feira (3). De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), a repercussão do caso incentivou o surgimento de duas novas denúncias contra integrantes do mesmo grupo.
Novos casos e o mesmo ‘modus operandi’
As novas vítimas, que também eram menores de idade à época dos fatos, procuraram a delegacia para registrar ocorrências que envolvem alguns dos réus do caso atual.
Segunda vítima: relatou que foi atraída pelo adolescente infrator (ex-namorado da vítima de Copacabana) para o apartamento de Matheus Veríssimo. No local, ela teria sido abusada pelo menor, por Matheus e por uma terceira pessoa identificada como Gabriel.
Terceira vítima: afirmou ter sido abusada por Vitor Hugo Simonin durante uma festa em um salão.
Segundo a polícia, o modo de agir em uma das novas denúncias é idêntico ao registrado em Copacabana: o adolescente utiliza um relacionamento anterior para atrair a jovem a um imóvel onde outros agressores já aguardam.
Rendição de Matheus Veríssimo e João Gabriel
Enquanto novas denúncias aparecem, dois dos quatro maiores de idade com prisão decretada se entregaram à justiça hoje. Matheus Veríssimo Zoel Martins apresentou-se na 12ª DP (Copacabana) e João Gabriel Xavier Bertho na 10ª DP (Botafogo). Ambos já foram encaminhados ao sistema prisional.
Matheus Veríssimo é apontado como o responsável por tentar entrar repetidamente no quarto durante o abuso da adolescente de 17 anos. A polícia acredita que os outros dois foragidos, Vitor Hugo e Bruno Felipe, possam se entregar nas próximas horas.
Provas e violência física
O delegado reforçou que não há dúvidas sobre a ocorrência do crime em Copacabana. A vítima chegou à delegacia com lesões severas, e o laudo pericial confirmou ferimentos nas partes íntimas, nas costas, nos glúteos e uma possível fratura de costela. Além do laudo, a polícia reuniu imagens de câmeras de segurança que mostram os criminosos entrando e saindo do prédio.
O adolescente infrator, filho de uma policial penal, segue com pedido de busca e apreensão pendente de decisão judicial. Já Vitor Hugo, filho de um subsecretário do governo do Rio, teve o pai exonerado do cargo após a divulgação do caso.
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