
Taxista cobra R$ 2,4 mil por corrida e rouba cartão de idosa deficiente visual em SP
Reprodução/Brasil Urgente
Um suposto taxista aplicou um golpe em uma idosa deficiente visual na Bela Vista, área central de São Paulo. A corrida começou no Aeroporto de Congonhas. A vítima havia chegado, de ônibus, do terminal Viracopos, em Campinas, no interior paulista.
"Eu tomei o cuidado de não pegar aquelas pessoas que ficam te abordando quando você desce do ônibus, porque eu queria ir no ponto credenciado. Chegamos no local onde havia sido indicado e tinha apenas um carro. Como minha prima mora perto do aeroporto, eu não deixei ela vir comigo, porque não tinha sentido. Eu estou acostumada a andar sozinha. Aí tomei esse táxi. Ele foi muito gentil, muito educado", disse.
Atrás do perfil de bom moço havia um estelionatário que, para agir, dificultou as formas de pagamento da corrida.
“Quando eu cheguei aqui na porta do meu prédio, eu falei para ele que eu ia pagar em dinheiro, por uma questão de segurança. Quando eu não conheço o motorista, eu procuro não pagar com o cartão. Mas ele falou que não tinha troco, que ele não podia usar o dinheiro. Eu falei que ia pagar no cartão, por aproximação. Ele disse que máquina não aproximava e começou a pôr um monte de impedimentos, até que eu acabei tendo que dar minha senha para ele, que foi a maior bobagem que eu fiz, cai em um golpe desse”, lamentou.
Somente no dia seguinte, ao constatar o golpe, é que a vítima, ao consultar o extrato do cartão, por telefone, percebeu que o taxista havia feito três operações com o cartão dela. Um total de R$ 2,4 mil. Além disso, o cartão entregue a ela pelo motorista era outro.
"Como eu e meu marido somos cegos, eu cheguei em casa à noite, cansada, na hora que eu peguei o cartão, eu vi que tinha um relevo, mas eu não ia imaginar que não era meu cartão. Quando eu fui, no dia seguinte, na agência, para solicitar outro cartão, a moça falou, mas esse não é o seu cartão”, contou.
Para a aposentada, a deficiência visual foi o chamariz para o taxista premeditar o golpe.
"A gente sabe que a deficiência visual limita a gente de muitas coisas. A gente passa por muitas situações, de preconceito, dificuldades. Então a gente é atingido de uma forma bem desleal, bem desonesta e isso machuca muito”, completou.
Amigos da idosa estão empenhados em descobrir a placa do carro usado pelo taxista, um Chevrolet Ônix sedan. Imagens das câmeras de segurança do prédio já foram entregues à polícia, que conta com a ajuda de denúncias anônimas para encontrar o golpista.
A aposentada, apesar de esperançosa, sabe que a possibilidade do ressarcimento do dinheiro perdido é remota. Por isso, acredita na punição feita pela Justiça.
"Eu acho que se a gente não denunciar as pessoas que agem dessa forma, a gente não está valorizando as pessoas da categoria dos taxistas que são honestos e que a gente confia. Então a gente tem que denunciar para que esses bandidos não sujem a categoria", alertou.
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