
Taxista que estava desaparecido é encontrado morto dentro de córrego em SP
Band TV
Após quatro dias de buscas intensas e mobilização, o corpo do taxista aposentado Antonio Barbosa dos Santos, de 64 anos foi localizado no interior de um córrego na Zona Sul da capital paulista. O caso, repleto de interrogações, atrai a atenção das autoridades policiais da região.
A apuração indica que o idoso foi visto vivo pela última vez no dia 12 de maio. Antonio saiu de sua residência a pé, carregando apenas a roupa do corpo, no bairro Jardim Aurélio, localizado na região do Capão Redondo, Zona Sul da cidade. Desde aquele momento, o aposentado não deu mais notícias e não respondeu aos contatos.
Diante do sumiço repentino, os familiares iniciaram uma campanha na tentativa de localizá-lo. Cartazes com a foto e informações do idoso foram confeccionados e espalhados por diversos pontos de São Paulo e também por municípios da região metropolitana.
Há menos de um ano, Antonio havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que deixou sequelas em seu organismo. De acordo com os relatos de parentes, ele apresentava graves dificuldades de comunicação e locomoção em virtude do problema de saúde.
Localização do corpo e suspeita de crime
Apesar dos esforços concentrados da família, o desfecho foi violento. O corpo do taxista aposentado foi encontrado em um córrego situado a cerca de dois quilômetros de distância de sua residência. Um pedestre que caminhava pela via pública avistou a vítima na água e acionou imediatamente a Polícia Militar, que isolou o perímetro para os trabalhos periciais.
Os familiares compareceram ao endereço e realizaram o reconhecimento formal da vítima. O depoimento dos parentes intrigou os investigadores: eles afirmaram que já haviam feito buscas naquele exato trecho do córrego nos dias anteriores e nada tinha sido visto. Em razão disso, a principal linha de suspeita da família é de que o corpo tenha sido jogado ou desovado no local recentemente.
O caso foi registrado oficialmente no distrito policial como morte suspeita. A Polícia Civil trata o episódio como um mistério e aguarda a finalização dos laudos do Instituto Médico Legal (IML), que devem determinar se a morte ocorreu por afogamento ou se há marcas de violência que comprovem uma execução.
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