
Apreensão
Brasil Urgente
Resumo
Apreensão de mais de uma tonelada e meia de cocaína foi realizada pela Polícia Nacional da Espanha em conjunto com a Polícia Federal do Brasil, com a droga escondida em peças de mármore e ligada a criminosos brasileiros e espanhóis, que utilizaram empresas falsas de mármore para simular exportações.
Operação criminosa envolveu o método "transporte formiguinha" e envio de teste com contêineres sem droga, além do transporte aéreo da cocaína que, após chegada à Espanha, era redistribuída para armazéns industriais, com pessoas em vulnerabilidade social recrutadas como mulas.
Investigação iniciada em novembro envolveu cooperação internacional, resultou em apreensão de 1.200 quilos de cocaína em Belo Horizonte e 250 quilos em Barcelona, além da prisão de três suspeitos, apreensão de veículos e dinheiro, e ocorreu no contexto de aumento de 23% nas apreensões de cocaína em aeroportos brasileiros em 2025.
Traficantes foram presos com mais de uma tonelada e meia de cocaína escondida em peças de mármore. A apreensão foi feita pela Polícia Nacional da Espanha em conjunto com a Polícia Federal do Brasil.
A droga cruzou o Atlântico e pertence a criminosos brasileiros que fecharam acordo com traficantes espanhóis.
Para tentar driblar a fiscalização, eles criaram empresas de mármore tanto no Brasil quanto na Espanha e fingiam que eram uma exportação de pedras, mas na prática era cocaína. Dois foram presos no momento que tentavam quebrar os celulares para evitar a investigação.
A origem da investigação começou ainda no aeroporto de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em dezembro do ano passado.
Como os traficantes operavam
Eles usam o método apelidado de "transporte formiguinha", quando pequenas quantidades de drogas são levadas por passageiros por mulas do tráfico. Ao dividir as cargas, os grupos criminosos reduzem perdas em caso de apreensão e dificultam o rastreamento das organizações criminosas. Muitas das pessoas recrutadas estão em situação de vulnerabilidade social.
Como medida de segurança, os traficantes fizeram um envio de teste com cinco contêineres, que não continham cocaína, mas tijolos, para verificar se a rota estava sob vigilância policial. Após confirmarem que a remessa não havia sido interceptada, prosseguiram com o transporte da droga.
Com a rota segura, a cocaína foi transportada por via aérea e, após a sua chegada ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, a droga foi transferida por via terrestre para diferentes armazéns industriais espalhados por Espanha.
A investigação
A investigação foi conduzida por agentes da Polícia Nacional da Espanha, em colaboração com a Vigilância Aduaneira da Receita Federal e a Polícia Federal do Brasil. A investigação começou em novembro passado. Os policiais tomaram conhecimento de uma organização criminosa que utilizava empresas aparentemente legítimas, tanto no Brasil como na Espanha, para introduzir grandes quantidades de drogas sem levantar suspeitas.
Com a cooperação internacional, as autoridades brasileiras conseguiram apreender 1.200 quilos de cocaína no aeroporto de Belo Horizonte, onde a substância estava escondida em mesas de mármore com destino à Espanha.
Simultaneamente, os investigadores espanhóis identificaram outra remessa suspeita de lavatórios de mármore que se encontrava retida no terminal de carga do aeroporto de Madrid, aguardando libertação alfandegária. A mercadoria foi transferida para um armazém industrial localizado em Vilanova i la Geltrú (Barcelona), onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Dois homens foram presos após tentarem destruir seus celulares ao perceberem a presença da polícia. No interior do estabelecimento, foram encontrados 250 quilos de cocaína, distribuídos em 221 pacotes escondidos em bancadas e pias de mármore, além de uma van, um caminhão, quatro celulares e € 4.885 em dinheiro. Em seguida, um terceiro integrante da organização foi preso. Os dois presos na Espanha, com idades entre 40 e 50 anos e com antecedentes criminais por tráfico de drogas na Holanda, foram mantidos sob custódia.
As apreensões de drogas em aeroportos brasileiros dispararam em 2025. Segundo a Polícia Federal, houve aumento de 23% nas apreensões de cocaína e de 72% nas de maconha no transporte aéreo em comparação com 2024.
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