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Trisal do litoral: um ano após assassinato de comerciante, família aguarda julgamento

Esposa, irmã e sócio da vítima seguem presos e podem ir a júri popular por homicídio triplamente qualificado

Carla Ramil
CARLA RAMIL

01/09/2025 • 21:17 • Atualizado em 01/09/2025 • 21:17

Um ano após o assassinato do comerciante Igor Peretto, de 26 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, familiares e amigos se reúnem em uma missa para homenagear a vítima e reforçar o pedido por justiça. O crime, ocorrido na madrugada de 31 de agosto de 2024, teve grande repercussão pela motivação apontada pelas investigações: um plano premeditado com interesses financeiros.

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Segundo o Ministério Público, a esposa de Igor, Rafaela Costa, a irmã dele, Marcelly Peretto, e o sócio, Mário Vitorino, formavam um triângulo amoroso e teriam planejado a execução para ficar com a herança do empresário. Os três estão presos desde o início das investigações e foram indiciados por homicídio triplamente qualificado.

A noite do crime

De acordo com a apuração, o crime aconteceu no apartamento de Marcelly. Horas antes, o grupo esteve em uma festa. As câmeras de segurança registraram Marcelly e Rafaela entrando juntas no prédio. Pouco depois, Rafaela desce sozinha e deixa o local.

Mais tarde, Igor e Mário aparecem nas imagens discutindo no elevador. Dentro do apartamento, os dois teriam brigado após o comerciante descobrir a traição. Segundo a denúncia, Mário desferiu 40 facadas em Igor. Ele e Marcelly foram flagrados saindo juntos do condomínio no carro do acusado.

Defesa contesta envolvimento das rés

Durante o processo, a defesa de Mário confessou a autoria do crime, mas tenta retirar a participação das duas mulheres da cena do homicídio. Os advogados de Marcelly argumentam que ela seria vítima de perseguição nas redes sociais. Já os de Rafaela sustentam que ela havia deixado o apartamento antes da chegada de Igor e Mário.

Para a família, no entanto, as provas são robustas. O irmão da vítima, Tiago Peretto, afirma que tanto Rafaela quanto Marcelly participaram da trama, seja dando suporte para a fuga, seja encobrindo o sócio após o assassinato.

Expectativa por júri popular

Diversas audiências foram realizadas ao longo do último ano, mas ainda não foi definida a ida do caso a júri popular, o que gera frustração para os familiares. “A defesa tenta atrasar o julgamento, mas nós esperamos que a Justiça avance”, disse Tiago.

Enquanto aguardam a decisão judicial, os parentes de Igor buscam reconstruir a vida ao lado dos dois filhos deixados por ele — um do primeiro relacionamento e outro com Rafaela. Ambos enfrentam dificuldades emocionais desde a morte do pai.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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