Um dia após um vendaval causar destruição em parte do Sudeste, os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro ainda contabilizam os danos. As rajadas de vento, que superaram os 120 km/h, foram provocadas pela aproximação de uma frente fria e resultaram em seis mortes, além de paralisarem serviços essenciais.
Em São Paulo, a Defesa Civil confirmou três mortes. Em Santos, no litoral paulista, imagens de monitorização registaram o momento em que uma árvore caiu sobre um canal, atingindo um homem em situação de rua que estava sentado no local.
Em Sorocaba, no interior do estado, um motorista morreu após uma árvore cair sobre o seu veículo. O terceiro óbito ocorreu em São Sebastião, também no litoral, onde um pescador faleceu após o naufrágio de uma embarcação.
Em Santos, a queda do muro atingiu um caminhão, resultando em perda total do veículo. No mesmo local, três amigos que descansavam após o almoço foram atingidos pelos destroços; um deles sofreu um corte na cabeça e precisou de 25 pontos.
Já o Rio de Janeiro contabiliza três mortes e a queda de mais de 220 árvores. Em Santa Teresa, dois homens, identificados como Vandré e Tásio, morreram atingidos pelo desabamento de um muro de três metros de altura enquanto tentavam fechar um portão aberto pela ventania.
Em Paraty, o corpo de um pescador desaparecido foi localizado na região de Tarituba. Já na Tijuca, zona norte da capital, um homem sobreviveu à queda de uma árvore que atingiu o solo a curta distância de onde ele passava. No litoral, um mergulhador que estava desaparecido foi resgatado com vida pelas equipas de busca.
Infraestrutura e transportes
O sistema de transportes do Rio de Janeiro sofreu paralisações totais nas linhas de comboio, metro e VLT devido a falhas de energia, levando passageiros a caminhar pelos trilhos. O Aeroporto Santos Dumont foi fechado para pousos e descolagens.
Foram registados danos estruturais na arena do Circuito Mundial de vôlei de praia, em Copacabana, e no telhado da Estação Dom Bosco do BRT. Em Santos, a navegação no porto foi suspensa e o serviço de balsas operou com atrasos.
Os gabinetes de crise permanecem ativos devido à previsão de continuidade de ventos moderados a fortes nas regiões litorâneas. As autoridades recomendam que a população evite áreas arborizadas e não estacione veículos próximos a estruturas frágeis. Em caso de incidentes, o contacto deve ser feito com o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199)
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