Brasil Urgente

Veja como funcionava mansão dos golpes localizada pela polícia em SP

Grupo simulava atendimentos de advogados e gerentes de banco para extorquir vítimas de todo o Brasil; criminosos ostentavam luxo e usavam drogas no local

LUCAS MARTINS

27/03/2026 • 18:09 • Atualizado em 27/03/2026 • 18:09

Uma operação policial em Suzano, na Grande São Paulo, desarticulou uma central de golpes que funcionava em uma mansão de alto padrão. Dez pessoas, sendo nove homens e uma mulher, foram presas em flagrante enquanto a estrutura do crime operava em plena capacidade. No momento da abordagem, alguns suspeitos tentaram destruir provas quebrando aparelhos celulares, mas dezenas de dispositivos e computadores foram apreendidos pelas autoridades.

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O imóvel, localizado em um bairro valorizado, contava com piscina e diversos quartos, onde a quadrilha se dividia para trabalhar, descansar e consumir entorpecentes. Segundo as investigações, o grupo utilizava o dinheiro das vítimas para manter uma rotina de luxo, chegando a comemorar o sucesso das extorsões na área de lazer da residência.

Dinâmica do crime e prisões

A estratégia dos criminosos consistia em aplicar dois tipos principais de golpes: o do falso gerente de banco e o do falso advogado. O grupo enviava mensagens simulando ordens judiciais e bloqueios de CPF para atrair as vítimas. Aqueles que acreditavam na abordagem eram direcionados para atendentes treinados, que utilizavam um roteiro de ameaças e pressão psicológica para exigir pagamentos imediatos.

As conversas recuperadas nos computadores revelam que diversas pessoas em todo o país estiveram próximas de sofrer prejuízos financeiros. Diante das evidências colhidas no local, a Polícia Civil decretou a prisão preventiva dos dez envolvidos.

Conexões e precedentes

A investigação aponta semelhanças entre a operação em Suzano e a descoberta recente de outra central telefônica do crime na Avenida Faria Lima, um dos endereços mais caros da capital paulista. Em ambos os casos, a estrutura profissionalizada visava alcançar vítimas em diferentes estados brasileiros utilizando métodos de engenharia social. A polícia agora trabalha para identificar outros possíveis integrantes da rede e rastrear o destino dos valores subtraídos.