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Veja quem era empresário morto durante assalto em São Paulo

Apaixonado por motociclismo e dono de corretora, empresário de 58 anos foi atingido por disparos de PM de folga durante abordagem criminosa

JULIA SARMENTO

30/03/2026 • 18:19 • Atualizado em 30/03/2026 • 18:19

Veja quem era empresário morto durante assalto em São Paulo

Veja quem era empresário morto durante assalto em São Paulo

Band TV

O corpo do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, foi sepultado no cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo, sob forte comoção de familiares e amigos. O velório, realizado nesta segunda-feira (30), reuniu dezenas de pessoas para prestar a última homenagem ao homem que perdeu a vida durante uma tentativa de assalto no bairro do Butantã, na Zona Oeste da capital paulista.

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Empresário do ramo de seguros, Celso era descrito por pessoas próximas como um entusiasta do motociclismo. Ele tinha como hábito aproveitar os finais de semana para realizar passeios de moto em cidades do interior de São Paulo.

No momento do crime, ele e a esposa retornavam de uma viagem a São Roque em uma motocicleta de alta cilindrada. O empresário deixa esposa e filhos.

Dinâmica do crime

O incidente ocorreu quando o casal foi abordado por dois suspeitos em outra moto. De acordo com o relato da esposa à polícia, o criminoso que estava na garupa portava uma arma de fogo. Ao tentarem desembarcar do veículo, Celso e a mulher se desequilibraram e caíram. Enquanto a esposa conseguiu correr em direção oposta, ela relatou ter visto o marido retornar em direção à moto no momento em que o assaltante tentava levantá-la do chão.

Segundo o depoimento, Celso teria dito ao criminoso: "você não vai conseguir levantar a moto". Foi neste instante que um policial militar de 27 anos, que estava de folga, efetuou disparos que atingiram o empresário na nuca e nas costas.

A esposa afirma ter confrontado o agente no local, dizendo: "você atirou no meu marido". O policial também baleou um dos suspeitos que não resistiu aos ferimentos e morreu. O segundo envolvido no assalto fugiu.

Investigação e conduta do agente

A ocorrência apresenta divergências entre o relato da família e a versão inicial da Polícia Militar. Em nota, a corporação chegou a mencionar uma troca de tiros entre o PM e os suspeitos, versão que é contestada pela viúva do empresário. A perícia técnica recolheu nove cápsulas de bala no local do crime, e as armas do policial e do assaltante foram apreendidas para análise.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o policial militar foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil. No momento, ele foi afastado das ruas e realiza apenas atividades administrativas.

Além do inquérito conduzido pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, a Corregedoria da Polícia Militar abriu uma investigação própria para apurar as circunstâncias da intervenção do agente.