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Vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente fala sobre roubo na USP

Um dos pontos que mais chamou a atenção de Ildo Sauer foi a facilidade com que os invasores acessaram as áreas restritas

Da redação
DA REDAÇÃO

01/01/2026 • 21:11 • Atualizado em 01/01/2026 • 21:11

Um crime com características de planejamento minucioso ocorreu no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) durante a virada de ano. O alvo foi o Laboratório Brasileiro de Arco Elétrico.

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O Laboratório e a invasão

O local é fundamental para a indústria energética nacional, sendo utilizado para testar vestimentas e equipamentos de segurança de trabalhadores que lidam com descargas elétricas em plataformas e redes de alta tensão.

Segundo Ildo Sauer, os criminosos agiram por volta da meia-noite, aproveitando as comemorações do Ano Novo. Os bandidos renderam os vigilantes, que foram mantidos presos na cozinha. Um dos pontos que mais chamou a atenção do vice-diretor do Instituto de Energia foi a facilidade com que os invasores acessaram as áreas restritas.

"Eles entraram aparentemente com a senha, já que o acesso é controlado por senha individual. Não arrombaram as portas nem o portão", revelou Sauer. Isso indica que os criminosos possuíam informações privilegiadas sobre o funcionamento e a segurança do instituto.

O Prejuízo e as Hipóteses

Foram roubados:

  • Bobinas de cobre e alumínio: O valor estimado do cobre, se vendido como sucata, gira em torno de R$ 30 mil.
  • Dois computadores e HDs: Contêm softwares e dados técnicos essenciais para a realização e o histórico dos ensaios de segurança.

Embora o roubo de metais seja uma hipótese forte, a subtração de equipamentos de armazenamento de dados levantou a suspeita de espionagem industrial. "O dano que causaram vai muito além do valor do cobre.

O roubo dos computadores com informações dos ensaios é preocupante", afirmou o vice-diretor. No entanto, ele ressaltou que apenas a investigação policial poderá confirmar a real motivação do crime.

Investigação

A Polícia Militar, a Guarda Universitária e a Polícia Científica (através do 33º Distrito Policial) já realizaram perícias no local. Todas as imagens das inúmeras câmeras de segurança do campus e do instituto foram preservadas e estão sendo entregues às autoridades para identificar os criminosos.

O vice-diretor elogiou a prontidão das forças de segurança e o profissionalismo dos vigilantes que, mesmo após serem rendidos e terem seus celulares tomados, conseguiram alertar a direção do instituto assim que foram libertados.

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