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Brasileiro assume a Newborn Brain Society e lidera neurologia no mundo

Médico Gabriel Variane é o primeiro latino-americano a presidir a entidade internacional; ele também coordena projeto de sucesso na rede pública de SP.

Da redação
DA REDAÇÃO

05/02/2026 • 14:48 • Atualizado em 05/02/2026 • 14:48

O médico brasileiro Gabriel Variane, MD, PhD, assumiu a presidência da Newborn Brain Society (NBS), tornando-se o primeiro latino-americano a liderar a principal organização internacional dedicada à neurologia neonatal. O especialista é fundador da PBSF (Protecting Brains & Saving Futures) e sua nomeação marca uma mudança histórica na governança da entidade, que estabelece diretrizes globais para a saúde cerebral de recém-nascidos em mais de 84 países.

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A Newborn Brain Society é uma instituição sem fins lucrativos que integra médicos e pesquisadores de centros de excelência na América, Europa, Ásia, África e Oceania. Sob a nova liderança, a organização busca democratizar o conhecimento técnico. "Nosso objetivo é garantir que o cuidado com o cérebro do recém-nascido seja uma prioridade em todos os continentes, independentemente dos recursos disponíveis", afirma Variane.

Parceria em São Paulo atinge marca histórica

Além da atuação internacional, o trabalho de Variane apresenta resultados práticos na saúde pública brasileira por meio da PBSF. Nesta semana, a parceria com a Prefeitura de São Paulo atingiu a marca de mais de 2.000 recém-nascidos atendidos pelo protocolo de UTI Neonatal Neurológica Digital (UTI Neon). Implementado em maio de 2023 em sete maternidades municipais, o modelo foca na identificação precoce de lesões cerebrais.

Os dados da rede municipal revelam que 12% dos bebês monitorados foram diagnosticados com crises epilépticas, sendo que 85% dessas crises só foram identificadas graças ao uso do monitoramento tecnológico. Além disso, a estratégia evitou o uso de medicação desnecessária em 84% dos casos, garantindo um tratamento mais assertivo e seguro para os pacientes.

Impacto econômico e redução de sequelas

A aplicação da tecnologia também gera benefícios financeiros ao sistema público. Um estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Perinatologia indicou que o modelo reduz o tempo de internação em cerca de 10 dias por paciente. Na rede municipal de São Paulo, a projeção é de uma economia anual de aproximadamente R$ 19,9 milhões para os cofres públicos.

Para o Dr. Gabriel Variane, o foco central permanece na prevenção de deficiências físicas e mentais evitáveis. "Detectar alterações cerebrais com agilidade permite intervenções eficazes e melhores desfechos neurológicos", avalia o médico. Atualmente, a PBSF atende 54 hospitais no Brasil, com a meta de expandir a atuação para 75 unidades até o ano de 2026.

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