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Brics condenam ataques ao Irã e defendem zona livre de armas nucleares no Oriente Médio

No comunicado, os países pedem apoio da comunidade internacional para que haja diálogo no intuito de construir uma ‘solução pacífica de controvérsias em benefício de toda a humanidade’

da redação
DA REDAÇÃO

25/06/2025 • 07:57 • Atualizado em 25/06/2025 • 07:57

Lula durante discurso na Cúpula do Brics, na Rússia, em 2024

Lula durante discurso na Cúpula do Brics, na Rússia, em 2024

Reuters

O grupo dos Brics divulgou, nesta terça-feira (24), uma declaração conjunta condenando os ataques militares contra o Irã iniciados em 13 de junho. Para o bloco, a ofensiva constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e contribui para a escalada da situação de segurança no Oriente Médio.

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O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O bloco inclui ainda Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã e tem mais dez países parceiros: Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Nigéria, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

“Diante do aumento das tensões, cujas consequências para a paz e a segurança internacionais, bem como para a economia global, são imprevisíveis, ressaltamos a necessidade urgente de romper o ciclo de violência e restaurar a paz. Conclamamos todas as partes envolvidas a engajarem-se, por meio dos canais de diálogo e diplomáticos existentes, com vistas a desescalar a situação e resolver suas divergências por meios pacíficos”, declarou o bloco em comunicado.

No texto, o bloco também expressa “profunda preocupação” com os riscos de ataques contra instalações nucleares que, segundo o Irã, são de natureza pacífica “realizados em violação ao direito internacional e às resoluções pertinentes da Agência Internacional de Energia Atômica”.

“As salvaguardas, a segurança e a proteção nucleares devem ser sempre respeitadas, inclusive em situações de conflitos armados, a fim de resguardar as pessoas e o meio ambiente contra danos”, destacou o bloco. Nesse contexto, os Brics reiteraram o apoio a iniciativas diplomáticas voltadas à estabilização.

Proteção de vidas civis

No comunicado, o bloco destacou que vidas de civis devem ser protegidas e a infraestrutura civil deve ser salvaguardada, em total conformidade com o Direito Internacional Humanitário.

“Estendemos nossas sinceras condolências às famílias das vítimas e expressamos nossa solidariedade com os civis afetados”, reforçou.

Zona livre de armas

Os Brics declararam que permanecem comprometidos com a promoção da paz e da segurança internacionais, com o fomento da diplomacia e do diálogo pacífico como “único caminho sustentável para a estabilidade duradoura na região”.

“Nesse sentido, também reafirmamos a necessidade de estabelecimento de uma zona livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa no Oriente Médio, em conformidade com as resoluções internacionais pertinentes”, destacou o Brics no comunicado.

Por fim, o bloco conclama a “comunidade internacional a apoiar e facilitar os processos de diálogo, defender o direito internacional e contribuir construtivamente para a solução pacífica de controvérsias em benefício de toda a humanidade”.